O CPQD anunciou nesta quinta-feira, 6, a liderança e o começo do projeto de desenvolvimento da soberania e da infraestrutura digital brasileira baseado em redes descentralizadas, os blockchains. Batizado como ‘Infraestrutura Nacional de Tecnologia para Redes Descentralizadas’ (Integra), a iniciativa foca em trabalhar temas como privacidade, identidade descentralizada e conformidade regulatória.
Esse tripé será usado na pesquisa junto à validação de soluções para o ecossistema de blockchain permissionados. Lembrando que o blockchain é um elemento essencial para a adoção de ativos digitais e serviços governamentais, como o Drex.
Segundo Andreza Lona, gerente de soluções de blockchain do CPQD, o Integra busca preencher uma lacuna de requisitos de segurança e sigilo bancário exigidos pelos reguladores brasileiros, ao criar mecanismos de permissionamento e confidencialidade de dados para garantir a soberania tecnológica nacional e reduzir a dependência de tecnologias proprietárias.
Esse trabalho envolve desenvolvimento técnico de componentes em códigos abertos, documentação técnica e protocolos de interoperabilidade para a ativação de diferentes redes de blockchain que possam criar modelos de negócios e automação de serviços, mas também a capacitação dos profissionais para operar com criptografia e cibersegurança.
Com 36 meses de duração, o trabalho terá recursos do FNDCT/Finep em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).




