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Jeep se prepara para nova fase com híbrido a R$ 119 mil diante do avanço de chinesas

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Bloomberg Línea — Após perder mercado para marcas chinesas, a Jeep quer reconquistar o consumidor de SUVs, seu principal segmento de atuação no país. A estratégia inclui renovar o portfólio com carros eletrificados, além de modelos a combustão.

A marca do grupo Stellantis (STLA) acaba de lançar um modelo híbrido inédito, o Avenger, com preço de lançamento a partir de R$ 119.990.

“O lançamento do Avenger vai fazer com que a Jeep volte a crescer”, disse o CEO da Stellantis para América do Sul, Herlander Zola, em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (12).

O novo modelo conta com transmissão automática em todas as versões e motorização “MHEV”. Conhecido também como híbrido leve, trata-se de um veículo com motor a combustão auxiliado por um motor elétrico menor (de 12V), que recupera energia nas frenagens e reduz consumo e emissões.

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O Avenger chega para ser o carro de entrada do portfólio da Jeep, que desde a sua estreia no Brasil como fabricante local, em 2015, se consolidou como uma das líderes no segmento de SUVs com o Renegade, Compass e Commander.

Na visão de Zola, a Jeep perdeu espaço principalmente pela entrada de inúmeros players no segmento – e não somente chineses -, além da competição que extrapola o mercado de SUVs. Segundo o executivo, o brasileiro ainda se baseia muito na faixa de preço para tomar uma decisão de compra de carro, e não tanto pela categoria.

“Diante da oferta do Avenger, hoje, trazemos o tíquete de entrada da Jeep para baixo, e isso nos dá a chance de atingir um número maior de clientes. Tenho certeza que isso vai contribuir para que a marca volte a avançar.”

Leia também: Marca premium da BYD, Denza amplia presença no Brasil contra rivais do segmento de luxo

Segundo dados da Fenabrave, associação que reúne as concessionárias, os três modelos da Jeep somaram 8,66% de participação no segmento de SUVs no acumulado até julho deste ano. No mesmo período de 2022, primeiro ano cheio de vendas dos três veículos, essa participação era de 20,4%.

Zola disse que a velocidade de renovação do portfólio da Jeep se mostrou “pouco eficiente” em meio às mudanças do segmento nos últimos anos. “Isso também contribuiu para que a Jeep perdesse espaço nesse mercado. Mas agora temos um ponto de inflexão”, avalia.

Enquanto a Jeep não renova o seu portfólio, a marca vem promovendo ajustes de preços em algumas versões de todo o seu portfólio com descontos praticados nas concessionárias.

O executivo afirma que, com a chegada do Avenger, deve haver um ajuste natural de preços. “Já temos um plano desenhado e provavelmente devemos reposicionar algumas versões do Renegade.”

Para Zola, a Jeep vai buscar a competitividade de maneira saudável. “Não é uma busca a qualquer preço.”

Estratégia da Stellantis

O novo modelo da Jeep será produzido na fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, originalmente inaugurada pelo grupo PSA (Peugeot-Citroën) e posteriormente integrada à Stellantis após a fusão com a Fiat Chrysler em 2021.

Segundo Zola, a escolha se deve ao nível de utilização da capacidade instalada no grupo. As plantas de Goiana, em Pernambuco, e Betim, em Minas Gerais, operam acima de 90%, relata.

Na unidade fluminense, esse índice girava em torno de 40% antes da chegada do Avenger. “Escolhemos Porto Real para buscar um equilíbrio das plantas”, disse.

Ele acrescentou que além da renovação do portfólio da Jeep, o grupo como um todo tem outras táticas para fazer frente ao avanço dos eletrificados chineses, incluindo parcerias com marcas da própria China.

É o caso da Leapmotor, que montará veículos através do sistema de CKD no complexo de Goiana.

Há ainda a expectativa de parceria global com a chinesa Dongfeng. Espera-se que a Stellantis produza, em solo chinês, dois modelos Peugeot e dois veículos Jeep em parceria com a montadora da China, destinados ao mercado doméstico e outras regiões.

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