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Aclimatação de leitoas é estratégica para estabilidade sanitária e desempenho do plantel, destaca especialista Agrimidia

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A introdução de leitoas de reposição representa um dos principais pontos de atenção para a manutenção da estabilidade sanitária dos plantéis suínos. Além de evitar a entrada de doenças, o desafio envolve preparar esses animais para as condições epidemiológicas específicas da granja de destino, reduzindo riscos sanitários e produtivos ao longo dos ciclos seguintes.

O tema foi abordado pelo médico veterinário Luciano Brandalise, consultor técnico comercial da Agroceres PIC aa palestra “Sincronia Sanitária: o impacto da aclimatação de leitoas na estabilidade do planteAgroceres PICl”, Brandalise discutiu critérios e evidências relacionados ao processo de aclimatação das fêmeas de reposição.

Segundo o especialista, a evolução do status sanitário das granjas multiplicadoras de material genético ampliou a disponibilidade de leitoas livres de agentes de importância econômica. Como consequência, tornou-se mais frequente a introdução de animais negativos em plantéis positivos, condição que exige maior planejamento para compatibilizar o status sanitário da reposição com os desafios presentes na propriedade.

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 Aclimatação e estabilidade sanitária

A aclimatação tem a função de promover a adaptação imunológica das leitoas à microbiota e aos agentes presentes na granja de destino. “A aclimatação é a ferramenta que transforma a reposição em estabilidade”, afirma Brandalise. “O objetivo é fazer com que essa exposição ocorra de maneira planejada e em período adequado, permitindo que as fêmeas cheguem aos momentos de cobertura e parto com menor desafio sanitário”.

Entre os exemplos apresentados está o Mycoplasma hyopneumoniae, agente associado à pneumonia enzoótica. “Estudos conduzidos em condições brasileiras mostraram que, após a introdução de leitoas negativas em granjas positivas, foram necessários entre 23,9 e 69,4 dias para que 95% das fêmeas apresentassem ao menos uma detecção positiva do agente por PCR. Para a soroconversão de 95% do rebanho, o intervalo observado variou de 37,9 a 121,7 dias”, explica.

Os resultados reforçam, segundo Brandalise, a importância de iniciar a aclimatação o mais cedo possível e de trabalhar com protocolos definidos. De acordo com o especialista da Agroceres PIC é preciso considerar quatro pilares: vacinação, medicação, contato planejado com animais anteriormente alojados e mão de obra qualificada para executar e acompanhar corretamente todas as etapas.

Um dos pontos enfatizados é que o processo não deve ser definido apenas pela classificação do plantel como positivo ou negativo. “Não se aclimata uma leitoa para uma ‘granja positiva’; aclimata-se para agentes e condições epidemiológicas específicas da granja de destino”, ressalta.

Além do efeito sobre a estabilidade sanitária, os dados apresentados indicam reflexos sobre a reprodução. Fêmeas que não estavam excretando M. hyopneumoniae no momento da cobertura apresentaram incremento médio de 1,2 leitão no total de nascidos. Em análises mais específicas, a diferença chegou a 1,9 leitão nascido total em comparação com leitoas com maior nível de detecção do agente no momento da primeira inseminação.

Para Brandalise, a aclimatação deve ser entendida também pela perspectiva produtiva. “Investir em protocolos baseados em evidências permite alcançar a sincronia sanitária do plantel em todas as fases de produção, convertendo sanidade em desempenho produtivo e resultado econômico”, conclui.

Fonte: Agroceres PIC



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