A Zup aproveitou a WAIC na China para avaliar o uso de mais modelos de inteligência artificial de código-aberto (pesos abertos ou open weight, também conhecidos como open source) em prol de seu modelo agnóstico. A diretora de tecnologia e inovação da companhia, Ana Paula Camargo, afirmou que a adoção desses modelos de baixo custo e alta performance capacita sua empresa na oferta de suporte imparcial a seus clientes.
Isso envolve a tropicalização das inovações e provas de conceitos para comprovar resultados aos seus clientes. Também é feito por meio de eventos e encontros com seu público-alvo, como realizou nesta quinta-feira, 13, em São Paulo.
Desse modo, a Zup e seus clientes podem avaliar qual o melhor modelo para uma aplicação, se é chinês, europeu, norte-americano, por exemplo. Em especial com os modelos orientais sendo até um oitavo mais baratos que os ocidentais.
Além disso, a companhia também vê a possibilidade de capacitar seus funcionários do ZupLabs (área de inovação) e do Tech Education e AI Education (autoridade de tecnologia interna) para que possam observar tecnologias que chegarão com mais força nos próximos meses.
Zup na Waic
Camargo explicou que esta é a segunda vez que a companhia marca presença na WAIC, em especial na Waic-A, o braço acadêmico do evento de IA chinês. Um dos aprendizados que notou foi a cultura do data-to-value, ou seja, os chineses vão além da cultura baseada em dados e captam os dados já considerando novas funcionalidades de produtos que dão novas fontes de receitas.
Também explicou que o evento que formou a organização global de IA, WAICO, teve a soberania e a governança de dados como foco principal, algo que não ficou apenas na camada governamental e acadêmica, mas também fois discutido por empresas que tentam apresentar modelos mais abertos e multimodelos para evitar o lock-in tecnológico.
Camargo afirmou que a feira contou com muitos players da China mostrando as suas soluções de hardware, processadores e data centers – que estariam em pé de igualdade com equipamentos norte-americanos e taiwaneses. O evento contou ainda com uma gama de robôs humanoides autônomos, algo que saltou de alguns braços mecânicos para diversos pavilhões com várias opções de modelos.
A executiva explicou também que foi junto com uma executiva do Itaú, a controladora da Zup. Essa experiência entre as duas empresas tem como objetivo fortalecer as iniciativas e demandas de IA do banco, ante às transformações de mercado. Inclusive há trabalhos acadêmicos e de patentes em desenvolvimento, mas Camargo não pode dizer quais.
Imagem principal: diretora de tecnologia e inovação da Zup, Ana Paula Camargo (divulgação)




