A Polícia Federal (PF) investiga se os pesquisadores Soledad Palameta-Miller e Michael Edward Miller utilizaram laboratórios, equipamentos e recursos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para alavancar a Agrotrix, startup criada pelo casal para produzir vacinas orais voltadas ao agronegócio. A apuração ocorre em paralelo ao inquérito que apura o furto e a movimentação irregular de amostras biológicas dentro da universidade.
Detalhes do Inquérito e Irregularidades Encontradas
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Amostras em geladeira doméstica: A PF apreendeu seis caixas com material biológico armazenadas no congelador da cozinha da residência do casal, ao lado de alimentos. Testes periciais indicaram a presença de patógenos de saúde humana e animal.
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Material escondido no campus: Pelo menos 24 cepas virais — incluindo patógenos como dengue, chikungunya, zika, H1N1 e coronavírus — foram retiradas de seus locais de origem e escondidas em ultracongeladores a -80 °C na Faculdade de Engenharia de Alimentos e no subsolo do Instituto de Biologia.
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Acesso sem proteção em áreas de risco: Imagens de segurança e registros biométricos mostram o veterinário circulando por laboratórios de biossegurança máxima à noite, em fins de semana e durante recessos acadêmicos, manipulando vírus sem o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) obrigatórios.
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Quebra de protocolo: A professora Soledad continuou acessando setores restritos mesmo após o seu desligamento do grupo de pesquisas em janeiro de 2025.
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Enquadramento legal: Os fatos são investigados como furto qualificado por abuso de confiança. Até o momento, a perícia não confirmou se os materiais virais chegaram a ser incorporados aos produtos comerciais da startup.
Posicionamento da Instituição
A Unicamp informou que concluiu a sindicância interna sobre o desaparecimento das cepas e abriu um processo administrativo disciplinar para apurar as infrações e aplicar as penalidades cabíveis aos envolvidos. A defesa do casal não foi localizada para comentar as acusações.




