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Trump quer flexibilizar abate de carne nos EUA para combater monopólio de frigoríficos Agrimidia

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O governo dos Estados Unidos divulga nesta segunda-feira (31) diretrizes para flexibilizar as exigências do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e permitir que pecuaristas processem carne dentro de suas próprias fazendas. A medida, apontada pelo presidente Donald Trump como um combate ao “monopólio perverso” das multinacionais de proteína animal, busca descentralizar a indústria e tentar conter a inflação de alimentos antes das eleições de meio de mandato (midterms), em novembro.

Panorama do Mercado de Carne Bovina nos EUA

Indicador / Medida Dados e Projeções
Consumo Anual dos EUA ~13 milhões de toneladas (11 mi de produção doméstica / 2 mi importadas)
Aporte Emergencial de Importação Entrada de 300 mil toneladas de carne moída sem tarifa em 90 dias
Meta de Preço ao Consumidor Redução estimada em até 25% no valor da carne moída
Factores da Crise do Rebanho Secas no norte, custos de feno e forte incentivo à produção de grãos
Horizonte de Impacto da Medida 2 a 3 anos para gerar efeitos práticos no mercado (Safras & Mercado)

Estratégia do Governo e Reações do Setor

  • Desregulamentação e venda interestadual: A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, confirmou anúncios para reduzir entraves regulatórios do USDA, permitindo que pequenos e médios produtores vendam carne processada além das fronteiras estaduais.

  • Importação temporária sem tarifa: Para segurar os preços no curto prazo, a Casa Branca liberou a compra de carne bovina estrangeira fora das cotas tarifárias, provocando forte reação de entidades produtoras, como a Associação de Pecuaristas de Iowa, que temem o achatamento das margens do gado nacional.

  • Gargalos legais e de fiscalização: Parlamentares como o deputado republicano Thomas Massie destacam que mudanças nas regras sanitárias e de inspeção dependem de aprovação legislativa no Congresso, e não apenas de ordens executivas.

Para Fernando Iglesias, analista de pecuária da Safras & Mercado, “atribuir a crise do setor em 2026 apenas às indústrias de processamento é um diagnóstico incompleto. Houve falta de incentivos para o aumento do rebanho, somada à seca nas planícies e à valorização dos grãos. As grandes companhias mantêm um domínio fabril muito consolidado; oferecer a perspectiva de frigoríficos próprios ao produtor não trará mudanças rápidas, exigindo de dois a três anos para surtir algum efeito.”



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