Bloomberg — O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, concedeu à Polícia Federal 24 horas para apresentar informações sobre a custódia e o estado dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, de acordo com uma decisão proferida no sábado (12).
Este é o mais recente desdobramento da investigação sobre o escândalo de fraude do Banco Master, no valor de mais de R$ 50 bilhões, que ameaça abalar as eleições brasileiras e envolveu dois juízes do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e André Mendonça.
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Fachin atendeu aos pedidos dos ministros Cristiano Zanin, Moraes e Gilmar Mendes para ter acesso a uma cópia completa do material.
O ministro Mendonça havia declarado anteriormente que possui uma cópia de backup — que permanece lacrada e inacessível para ele — e que os dados originais estão sob custódia da Polícia Federal.
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A Polícia Federal afirmou em comunicado divulgado no domingo (13) que “possui total capacidade técnica para produzir e encaminhar uma cópia idêntica” do material do celular de Vorcaro aos órgãos que o solicitaram.
Em decisão tomada na noite de sábado, Fachin também assumiu a função de relator em um processo envolvendo Moraes.
Ele determinou que a presidência do tribunal recebesse todos os autos relacionados a duas investigações em andamento envolvendo o Banco Master e supostas fraudes no sistema de previdência social do país.
O presidente do tribunal também decidiu que o plenário analisará, em sessões separadas, a conduta dos ministros Mendonça e Moraes em relação às investigações ligadas ao caso do Banco Master.
Na terça-feira, os ministros avaliarão as supostas mensagens enviadas por Vorcaro a um número de telefone atribuído a Moraes. Em 23 de setembro, o tribunal julgará o caso referente à conduta de Mendonça na supervisão de investigações envolvendo funcionários do tribunal.
A decisão de Fachin de agendar essas questões para datas diferentes contraria um pedido de Moraes para que houvesse uma audiência conjunta.
Na sexta-feira, Mendonça divulgou mais documentos de investigações relacionadas ao caso Master.
Separadamente, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino divulgou, no domingo, documentos de uma investigação sobre o financiamento de um filme inspirado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação se concentra no suposto uso indevido de recursos públicos destinados por legisladores, incluindo o ex-secretário de Cultura Mario Frias. Um porta-voz de Frias não respondeu a um pedido de comentário.
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