
A fotografia ganhou espaço na programação cultural de Marília com uma série de oficinas voltadas à criação, experimentação e desenvolvimento de um olhar autoral. As atividades são conduzidas pela fotógrafa e arte-educadora Luciana Crepaldi e seguem até novembro, com propostas que passam pelo retrato, natureza morta e relatos urbanos.
A programação começou com a Oficina de Autorretrato, realizada em agosto, e teve continuidade neste mês com a Oficina de Fotografia de Retrato. Em outubro, o tema será natureza morta e, em novembro, os participantes serão convidados a explorar os relatos urbanos.
Realizadas em encontros semanais, as oficinas apresentam a fotografia não apenas como forma de registro, mas também como linguagem artística. A proposta é estimular os participantes a observar, experimentar e desenvolver diferentes possibilidades de criação por meio da imagem.
Experiência valoriza olhar autoral
As atividades reúnem participantes com diferentes níveis de experiência em fotografia. Entre eles está a docente da Unesp e fotógrafa amadora Fabiana C. F. Vitta, que participou novamente de uma formação conduzida por Luciana.
Segundo Fabiana, as oficinas contribuem para o desenvolvimento criativo ao apresentar referências de diferentes fotógrafos e incentivar os participantes a recriar imagens e desenvolver novas propostas.
“Novamente, fiz o curso da Luciana Crepaldi de autorretrato, por ser excelente e nos incentivar a fotografar de forma criativa. Os cursos apresentam vários autores com fotografias diversas, falando da história e da criatividade do autor. Incentiva-nos a recriar essas fotografias, assim como, inventar novas!”, relata.
Outro diferencial apontado por Fabiana é o acompanhamento individual das produções durante as aulas. “Luciana se propõe a olhar as imagens de todos os alunos do curso, a auxiliar na análise de cada uma delas, dando ideias e mostrando parâmetros fotográficos para a melhora dos trabalhos”, afirma.
Ela também destaca a apresentação coletiva das fotografias produzidas durante a formação. “Ao final, apresenta todas as fotografias realizadas pelos participantes, valorizando todos os trabalhos e estimulando a criatividade de todos, pelo aprendizado coletivo”, completa.
Para a secretária municipal da Cultura, Taís Monteiro, a iniciativa amplia as possibilidades de formação artística e aproxima a população da produção cultural.
“As oficinas de fotografia são importantes porque aproximam as pessoas da produção artística e, ao mesmo tempo, estimulam cada participante a desenvolver seu próprio olhar. Mais do que aprender técnicas, é uma oportunidade de experimentar, observar e transformar aquilo que está ao redor em imagem e expressão”, afirma.
Retrato explora identidade e representação
Em setembro, a programação segue com a Oficina de Fotografia de Retrato, realizada nos dias 19 e 26. A proposta é explorar a singularidade e a potência expressiva de cada pessoa fotografada.
Durante os encontros, o retrato é trabalhado como espaço de investigação sobre gestualidade, postura, representação, identidade e alteridade. Os participantes são estimulados a construir imagens a partir de uma perspectiva autoral.
Natureza morta chega em outubro
Em outubro, será realizada a Oficina de Fotografia Natureza Morta, nos dias 3, 10, 17 e 24. A atividade parte da tradição da natureza-morta na pintura e na fotografia para trabalhar objetos do cotidiano.
Frutas, louças, flores e livros estarão entre os elementos utilizados pelos participantes na construção das imagens. A proposta também envolve a criação de composições e séries fotográficas, com exploração de relações formais, simbólicas e conceituais.
Relatos urbanos fecham programação
Em novembro, a fotografia de rua será o foco da Oficina de Fotografia Relatos Urbanos, marcada para os dias 7, 14, 21 e 28.
A atividade propõe o uso da câmera como ferramenta de observação e investigação estética e social. Os participantes serão estimulados a registrar relações entre as pessoas e o espaço urbano.
Conceitos como tempo, memória, cotidiano e experiência coletiva também serão trabalhados durante os encontros. A proposta é incentivar uma abordagem crítica e autoral sobre Marília e suas diferentes histórias.
A programação cria um percurso que parte do olhar sobre si, passa pela observação do outro e pela construção de imagens a partir de objetos, até chegar à relação com o espaço urbano.
Serviço
Oficina de Fotografia de Retrato
Dias 19 e 26 de setembro.
Inscrições: formulário de inscrição
Oficina de Fotografia Natureza Morta
Dias 3, 10, 17 e 24 de outubro.
Inscrições: formulário de inscrição
Oficina de Fotografia Relatos Urbanos
Dias 7, 14, 21 e 28 de novembro.
Inscrições: formulário de inscrição




