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Energia é ponto forte de Marília em índice que avalia desenvolvimento sustentável

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Energia limpa coloca Marília entre os melhores resultados do país em índice sustentável (Foto: Marília Notícia)

Marília tem na energia limpa e acessível seu melhor resultado no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) 2026. Segundo levantamento do Instituto Cidades Sustentáveis, o município alcançou 86,87 pontos no ODS 7, classificação considerada muito alta.

O estudo aponta que 99,93% dos domicílios de Marília têm acesso à energia elétrica. O indicador relacionado à vulnerabilidade energética também aparece como meta alcançada no painel.

O desempenho contrasta com a pontuação geral do município. Marília soma 47,65 pontos, classificação considerada baixa, e ocupa a 642ª posição entre os 645 municípios do Estado de São Paulo. No ranking nacional, aparece em 4.164º lugar entre os 5.570 municípios brasileiros.

O IDSC-BR avalia os municípios com base em indicadores relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, que abrangem áreas como pobreza, saúde, educação, saneamento, energia, trabalho, desigualdade, meio ambiente e instituições.

Educação e saúde estão entre os melhores resultados

Depois da energia, o melhor desempenho de Marília aparece no ODS 4 – Educação de qualidade, com 68,35 pontos.

Segundo o levantamento, 98,31% das escolas públicas de ensino fundamental e médio têm acesso à internet, indicador classificado como meta alcançada. O estudo também registra que 98% dos professores da educação infantil e 98,30% dos docentes do ensino fundamental têm formação em nível superior.

O Ideb dos anos iniciais chegou a 7,00 em 2023, também classificado como meta alcançada.

O ODS 12 – Consumo e produção responsáveis registrou 66,70 pontos, enquanto o ODS 3 – Saúde e bem-estar alcançou 64,29 pontos.

Na saúde, Marília apresenta 95,23% de cobertura vacinal, indicador considerado como meta alcançada. O levantamento também aponta resultados positivos em mortalidade materna, mortalidade por Aids, cobertura de unidades básicas de saúde, expectativa de vida e gravidez na adolescência.

Entre os desafios estão a mortalidade infantil, a incidência de dengue e tuberculose, os suicídios e a cobertura de agentes comunitários de saúde.

Trabalho e clima

O ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico teve 62,07 pontos. O PIB per capita de Marília foi de R$ 52.635 em 2023, indicador classificado como meta alcançada.

A taxa de desemprego aparece em 3,72%, enquanto o desemprego entre jovens chega a 6,99%. O percentual de jovens que não estudam nem trabalham é de 19,83%.

A proporção de empregos formais é de 35,03%, indicador classificado como desafio muito significativo.

O ODS 13 – Ação contra a mudança global do clima alcançou 60,85 pontos.

O painel registra 0,132 mil focos de queimadas, indicador considerado como meta alcançada, e emissão de 2,67 toneladas de dióxido de carbono por habitante. A estrutura de gestão de riscos e prevenção e a presença de imóveis em áreas de risco aparecem entre os desafios.

Saneamento ainda é um problema

No ODS 6 – Água limpa e saneamento, Marília obteve 50,09 pontos.

A cobertura da rede de esgoto é de 68,77%, enquanto o índice de tratamento de esgoto chega a 67,81%. O levantamento aponta ainda perda de 46,16% da água tratada na distribuição, indicador classificado como desafio muito significativo.

O indicador de população total atendida com abastecimento de água aparece sem classificação no painel. A fonte indicada é o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Sinisa), do Ministério das Cidades.

A ausência de classificação não significa nota zero nem representa, por si só, um resultado negativo atribuído ao município.

Pobreza e desigualdade concentram desafios

O ODS 1 – Erradicação da pobreza ficou em 49,74 pontos. Entre os desafios estão a proporção de famílias inscritas no Cadastro Único e a participação de beneficiários do Bolsa Família entre os inscritos.

O ODS 2 – Fome zero e agricultura sustentável registrou 45,38 pontos, com desafios relacionados ao baixo peso ao nascer e ao acesso de produtores da agricultura familiar ao Pronaf.

A igualdade de gênero, correspondente ao ODS 5, alcançou 44,10 pontos. O levantamento aponta que 23,90% das mulheres de 15 a 24 anos não estudam e que a participação feminina entre os vereadores é de 23,53%.

O indicador relacionado à ocorrência de feminicídios aparece classificado como desafio muito significativo.

Em redução das desigualdades, ODS 10, Marília alcançou 50,22 pontos. Os 20% mais pobres concentram 4,29% da renda municipal, enquanto o índice de Gini é de 0,500. Os dois indicadores são classificados como desafios muito significativos.

O estudo também aponta diferenças entre grupos raciais em indicadores de distorção idade-série, homicídios e gravidez na adolescência.

Infraestrutura tem menor pontuação

O resultado mais baixo entre os objetivos avaliados está no ODS 9 – Indústria, inovação e infraestrutura, com 14,83 pontos.

O painel aponta investimento público em infraestrutura urbana de R$ 18,01 por habitante, classificado como desafio muito significativo. A participação dos empregos formais em atividades intensivas em conhecimento e tecnologia é de 12,84%.

O ODS 17 – Parcerias e meios de implementação teve 11,97 pontos. O indicador de investimento público municipal é de R$ 122,10 por habitante, enquanto a arrecadação das receitas municipais corresponde a 11,80% no indicador apresentado pelo estudo.

O ODS 15 – Vida terrestre registrou 26,84 pontos. A área de cobertura por florestas e áreas naturais é de 0,081 hectare por habitante, e a proporção de áreas protegidas por unidades de conservação é de 0,514%. Os dois indicadores são classificados como desafios muito significativos.

Cidades e segurança

No ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis, Marília obteve 58,76 pontos, classificação média.

O levantamento aponta que 6,53% da população de baixa renda enfrenta deslocamentos superiores a uma hora. A taxa de mortes no trânsito é de 14,31 por 100 mil habitantes.

A parcela de moradores em favelas ou comunidades urbanas é de 1,34%, enquanto 1,01% dos domicílios estão nessas áreas.

Em paz, justiça e instituições eficazes, correspondente ao ODS 16, o município alcançou 49 pontos. A taxa de homicídios é de 5,89 por 100 mil habitantes, enquanto a de mortes por armas de fogo é de 2,53 por 100 mil.

Entre homens jovens, a taxa de homicídios chega a 34,10 por 100 mil habitantes, indicador classificado como desafio muito significativo.

ODS 14 não tem classificação

O ODS 14 – Vida na água não recebeu classificação para Marília. O objetivo trata da conservação e do uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos e reúne indicadores cuja aplicação depende da disponibilidade de dados específicos para cada município.



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