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“Vou aumentar o valor do seguro rural já em 2027”, diz Caiado

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Ampliar a cobertura do seguro rural no País é uma das principais bandeiras para o agronegócio de Ronaldo Caiado, candidato à Presidência da República pelo PSD.

O ex-governador de Goiás por dois mandatos promete, como “uma de minhas primeiras medidas como presidente”, aumentar o repasse ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural para R$ 2,4 bilhões já em 2027.

Isso significa mais que dobrar o valor previsto no Orçamento para subvenção ao seguro rural neste ano, de R$ 1,01 bilhão — que teve boa parte contingenciada.

A promessa de Caiado é uma das respostas enviadas por sua assessoria de imprensa ao The AgriBiz, que questionou os principais candidatos à Presidência sobre tópicos como crédito, seguro rural, geopolítica e mudanças climáticas.

Nas contas do candidato, o valor proposto para subvenção do seguro rural no próximo ano “permitirá segurar 22,7 milhões de hectares, sete vezes mais do que a cobertura atual”.

Até o final do mandato, o objetivo é elevar esse montante para R$ 4 bilhões ao ano “a partir do ajuste das contas públicas e do choque de confiança que a minha eleição irá significar”.

Caiado também citou como alvos em seu eventual mandato a dívida elevada, “causada pelos juros recordes do governo Lula”, e o acesso insuficiente ao crédito.

Com relação às mudanças climáticas, o candidato defende medidas para reduzir a incerteza que marca o setor, incluindo o próprio seguro rural, além de fortalecer os sistemas de previsão e prevenção a catástrofes.

“Hoje, com o PT, o país prefere remediar — e, na maioria das vezes, nem isso — do que prevenir”, disse.

Já sobre o posicionamento do agro brasileiro no cenário global, Caiado diz que, no governo atual, “o Brasil vive de costas para o mundo” e defende “independência”: “Bravata não é diplomacia, assim como submissão não é negociação. Onde houver barreiras e tarifas injustas, negociaremos sua retirada”.

Tratamento “mais adequado” ao setor

Assim como nas respostas do candidato Flávio Bolsonaro (PL), a ideia de um setor subestimado e menosprezado pelo atual governo também aparece nas declarações de Ronaldo Caiado ao ser questionado sobre os principais problemas do agronegócio.

“Hoje, o setor está exposto a chuvas e trovoadas com o PT. Os produtores nunca tiveram tratamento à altura. Mas comigo, isso vai mudar”, respondeu Caiado ao The AgriBiz, por meio de sua assessoria de imprensa.

Segundo ele, essa reorientação em relação ao protagonismo do agro deve nortear o que considera necessário: um plano de renegociação de dívidas.

“O agro não está na situação em que está porque quis. Está porque foi pego no contrapé pela explosão das taxas de juros, que impactou o endividamento de quem tinha tomado empréstimo para investir e produzir mais alimentos. Um setor que tem impacto tão relevante na nossa economia, sendo a base de milhares de municípios do País e esteio da nossa balança comercial, tem que ter tratamento mais adequado. E terá.”

Leia, a seguir, a íntegra das respostas encaminhadas pela assessoria de imprensa de Ronaldo Caiado ao The AgriBiz:

“Qual é o principal problema do agro atualmente e como solucioná-lo?

Hoje o setor agropecuário está exposto a chuvas e trovoadas com o PT, mas comigo isso vai mudar. Os produtores rurais nunca tiveram tratamento à altura nos governos do PT; comigo, que vivo o agro, terá. São dois os principais problemas hoje: dívida elevada, causada pelos juros recordes do governo Lula, e acesso insuficiente ao crédito, incluindo a baixíssima cobertura de seguro rural.

Quais são as suas propostas para resolver o problema do alto endividamento do produtor rural?

Renegociar. O agro não está na situação em que está porque quis. Está porque foi pego no contrapé pela explosão das taxas de juros, que impactou o endividamento de quem tinha tomado empréstimo para investir e produzir mais alimentos. Um setor que tem impacto tão relevante na nossa economia, sendo a base de milhares de municípios do país e esteio da nossa balança comercial, tem que ter tratamento mais adequado. E terá.

Qual a sua proposta para aumentar a oferta de crédito e de seguro rural aos produtores em meio à crescente restrição orçamentária?

Uma de minhas primeiras medidas como presidente da República será aumentar o valor destinado ao seguro rural, que hoje está em seu menor patamar em dez anos. Já em 2027, destinar pelo menos R$ 2,4 bilhões ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural e, com isso, recuperar a cobertura que tínhamos em 2021. Esse valor permitirá segurar 22,7 milhões de hectares, ou seja, sete vezes mais do que a cobertura atual, que só protege menos de 3% da área cultiva brasileira.

O agro está cada vez mais vulnerável às intempéries climáticas. Quais são as suas propostas para minimizar os impactos das mudanças climáticas na produção de alimentos?

O agro é, por natureza, uma atividade sujeita a incertezas. Os eventos climáticos extremos a tornam ainda mais vulnerável. Por isso, a medida essencial é garantir seguro rural para uma área cultivada maior. Nossa proposta é, a partir do ajuste das contas públicas e do choque de confiança que a minha eleição irá significar, elevar gradualmente a subvenção para R$ 4 bilhões. Além disso, fortalecer os sistemas de previsão e prevenção a catástrofes. Hoje, com o PT, o país prefere remediar – e, na maioria das vezes, nem isso – do que prevenir.

O contexto geopolítico está cada vez mais complexo, com guerras e crescentes barreiras (tarifárias e não-tarifárias). Como o Brasil deveria se posicionar nas suas relações comerciais com importantes parceiros comerciais, como China e EUA, para evitar danos às exportações do agronegócio?

O agro, com a força e a competitividade que tem, nos ensina o caminho a seguir. Soberania é tornar o Brasil grande para negociar com todo o mundo, não só com os EUA e a China, e ser parte da prosperidade global. Temos que ter independência e não escolher a quem servir, como fazem hoje o governo e parte dos meus concorrentes à presidência da República. Bravata não é diplomacia, assim como submissão não é negociação. Onde houver barreiras e tarifas injustas, negociaremos sua retirada. Sempre a favor do Brasil. Hoje, com o PT, o Brasil vive de costas para o mundo. Ainda é uma economia fechada, o que prejudica acesso a bens e serviços mais sofisticados. Quem paga o preço é o consumidor, com produtos mais caros.”



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