A Deezer (Android, iOS) anunciou nesta terça-feira, 13, um recurso que permitirá aos ouvintes filtrar e remover de suas reproduções músicas geradas por inteligência artificial. De acordo com a empresa, a ferramenta de exclusão voltada ao público geral estará disponível até o fim de 2026.
A medida visa atender à demanda da maioria dos consumidores. Um recorte brasileiro de uma pesquisa global com 9 mil pessoas, conduzida pela Ipsos em novembro do ano passado, revelou que 73% dos usuários desejam mais transparência nas obras geradas por inteligência artificial, enquanto 76% afirmaram ter escutado faixas criadas pela tecnologia ao menos uma vez.
O principal destaque do levantamento, contudo, mostra que 97% dos brasileiros não souberam distinguir se uma gravação havia sido produzida ou não por IA.
IA e fraude na Deezer
A Deezer utiliza desde janeiro de 2025 um sistema dedicado à identificação de conteúdos gerados por IA. A companhia estima que 1% a 3% do catálogo na plataforma seja composto por faixas criadas artificialmente com o propósito de manipular reproduções e desviar royalties.
Para combater esse cenário de irregularidades, o serviço de streaming utilizou a tecnologia e constatou que 85% das execuções de faixas sintéticas eram fraudulentas.
Desde então, a Deezer vem realizando uma ampla varredura em seu catálogo. Com o auxílio do sistema, a empresa identificou e removeu, a partir de 2025, 42 milhões de faixas e 14 milhões de álbuns fraudulentos gerados por inteligência artificial.




