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A Ri Happy, rede varejista de brinquedos, protocolou um pedido de recuperação extrajudicial no valor de R$ 827,4 milhões, abrangendo também outras empresas do grupo.
A medida foi tomada menos de dois meses após a mudança de controle para a BluSun Capital e a volta de Héctor Nuñez como CEO.
A empresa busca reorganizar suas dívidas e adequar sua estrutura financeira, mantendo as operações normais das lojas físicas e canais digitais. A nova gestão inclui Carlos Fernandes como COO e Diego Motta como CFO, entre outros.
A Ri Happy já enfrentou dificuldades financeiras anteriormente, tendo renegociado R$ 289 milhões em dívidas em 2023.
A companhia, que possui 290 lojas e fatura cerca de R$ 1,2 bilhão anualmente, não é a única do setor a buscar recuperação, seguindo o exemplo da fabricante Estrela.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A rede varejista de brinquedos Ri Happy entrou com pedido de recuperação extrajudicial. O valor da causa é de R$ 827,4 milhões. O processo foi protocolado no Tribunal de Justiça no domingo, 18 de outubro. A companhia confirmou a medida nesta segunda-feira, 19 de outubro.
Além da Ri Happy, o pedido engloba outras empresas do grupo: Brincar Marcas e Participações, Drh Casa de Festa, New Toys Comércio, Distribuição e Importação, Partout Administração de Franquias e Bens, e Pbkids Brinquedos.
A iniciativa ocorre menos de dois meses após mudança de comando da operação. No dia 31 de agosto, a BluSun Capital anunciou a compra de 100% da empresa, após 14 anos sob controle dos fundos de private equity Carlyle e SPX Capital, que assumiu a gestão em 2021. O valor não foi revelado.
A troca de controle trouxe de volta à gestão Héctor Nuñez, que reassumiu o posto de CEO. O executivo cubano-americano, que liderou a Ri Happy entre 2012 e 2020. Ele substituiu Thiago Rebello, CEO da companhia desde fevereiro de 2024.
“Essas medidas visam organizar a renegociação de dívidas e adequar a estrutura financeira às necessidades operacionais, criando as condições para dar continuidade ao plano de transformação”, diz a empresa, em nota enviada ao NeoFeed.
Ainda segundo o comando da Ri Happy, as lojas físicas e os canais digitais seguem funcionando normalmente, com foco na Black Friday e no Natal.
“Essas ações respondem aos desafios enfrentados pelo varejo brasileiro, como os juros elevados, as mudanças no consumo, a intensificação da concorrência e os efeitos acumulados da pandemia”, completa.
Além de Nuñez, a Ri Happy também revelou sua nova estrutura, que passou a contar com Carlos Fernandes como COO; Diego Motta como CFO; Sandra Haddad, na área comercial; Alexandra Carrão, responsável por gente e gestão; e Robledo Castro, nas áreas de tecnologia e transformação digital.
A empresa também informou outras ações na linha de recuperação financeira, como revisão de processos e controle de despesas, com o objetivo de “reequilibrar a estrutura de capital, otimizar a eficiência operacional, aprimorar a excelência no atendimento às crianças e famílias brasileiras e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo”.
O pedido de recuperação extrajudicial não é a primeira turbulência financeira da empresa. Em 2023, a varejista contratou a Starboard Partners para renegociar R$ 289 milhões em dívidas com nove instituições financeiras, incluindo Banco do Brasil, Santander e BV. Os vencimentos foram alongados por até cinco anos, e o Carlyle ainda aportou R$ 75 milhões.
Em 2018, a empresa chegou a protocolar um pedido de IPO, que poderia ter garantido uma avaliação, na ocasião, entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,7 bilhão. Mas os investidores questionaram a dependência do negócio de brinquedos e a baixa participação no comércio eletrônico. Pela falta de demanda, a abertura de capital foi adiada.
A companhia não é a primeira do setor a buscar a Justiça para tentar se reequilibrar financeiramente.
Em maio, a fabricante de brinquedos Estrela entrou com pedido de recuperação judicial à Justiça de Três Pontas, em Minas Gerais, a partir de dívida de R$ 109 milhões.
A Ri Happy hoje integra uma rede de 290 lojas e um faturamento anual de cerca de R$ 1,2 bilhão.




