A Meta registrou receita total de US$ 64,60 bilhões no terceiro trimestre, alta de 26% na comparação com o mesmo período de 2025. De acordo com os resultados financeiros da empresa apresentados nesta quarta-feira, 21, por segmento, a Família de aplicativos, chegou a US$ 64,16 bilhões em receita, enquanto o Reality Labs, chegou a US$ 443 milhões, uma queda de 6% ano contra ano. E Outras receitas, do Family of Apps, chegou a US$ 1,09 bilhão, impulsionada por mensagens pagas do WhatsApp.
O lucro líquido chegou a US$ 9,86 bilhões. O trimestre também incluiu a despesa extra referente ao acordo judicial com os 52 procuradores-gerais de Estados dos EUA sobre saúde mental de jovens no valor de US$ 9,90 bilhões.
A holding de Facebook, Instagram e WhatsApp prevê uma receita entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões no quarto trimestre de 2026, com ponto médio de US$ 74,5 bilhões.
Tíquete médio
O tíquete médio por usuário – ou como é dito pela empresa Family Average Revenue per Person (FARPP) – ficou em US$ 17,72 frente aos US$ 14,46 do terceiro trimestre do ano passado. O preço médio por anúncio teve aumento de 14% e o volume de impressões de anúncios registrou crescimento de 10% ano contra ano.
O balanço da Meta também apresentou uma redução no número de funcionários de 15%. Em 30 de setembro, eram 66,775 mil pessoas.
Reality Labs
O segmento de realidade virtual e mista da Meta continua dando prejuízo à holding. Neste trimestre, houve prejuízo operacional de US$ 4,13 bilhões.
Vale dizer que, em comparação ao prejuízo de US$ 4,43 bilhões registrado no mesmo período de 2025, houve uma diminuição de 6,8% no prejuízo.
A dinâmica do impacto no lucro operacional da empresa, de acordo com a Meta, envolve os seguintes aspectos:
- Compensação dos lucros de aplicativos no 3T26: O Reality Labs reduziu o lucro operacional total da Meta para US$ 12,988 bilhões, enquanto a divisão principal de redes sociais gerou US$ 17,12 bilhões em lucro operacional no período.
- Perda total projetada para 2026: Para o acumulado do ano, a big tech projeta que as perdas do Reality Labs fiquem entre SU$ 18 bilhões e US$ 19 bilhões.
- Tendência de redução das perdas: A partir de 2027, a diretoria prevê que o prejuízo operacional da divisão comece a desacelerar, podendo chegar a US$ 15 bilhões.
Essa trajetória em direção à rentabilidade ocorre à medida que a Meta realoca investimentos do hardware de realidade virtual para a inteligência artificial (ou, como eles já falam na empresa, superinteligência) pessoal com o agente Muse e os óculos inteligentes, visando monetizar a plataforma através de softwares, assinaturas e serviços.
Usuários dos apps da Meta
Em setembro, 3,64 bilhões de pessoas utilizaram pelo menos um aplicativo da Meta (Facebook, Instagram, Messenger ou WhatsApp) todos os dias, um crescimento de 3% em relação a setembro de 2025, quando chegou a 3,54 bilhões de usuários.
Muse
Em apenas seis semanas de lançamento nos Estados Unidos e Canadá, mais de 10 milhões de pessoas configuraram seus agentes pessoais Muse.
Cerca de 25% dos usuários que configuraram um agente Muse o utilizaram diariamente, uma taxa de retenção inicial mais de duas vezes superior à do Threads e de outros aplicativos de IA.
Em conversa com especialistas do mercado, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, explicou que a expansão de Muse está sendo feita de forma gradual para otimizar o produto e aumentar a eficiência computacional antes de atender bilhões de pessoas.
“Atingimos marcos importantes neste trimestre em direção à entrega de superinteligência pessoal para todos — incluindo o lançamento do Muse e do Muse Wonder, nosso primeiro modelo de fronteira. Nossos investimentos estão valendo a pena, o negócio principal está forte e estamos vendo velocidade em todas as áreas”, disse Zuckerberg.
Os principais casos de uso estão nos segmentos Comércio e compras, com engajamento de mais de 25% dos usuários ativos do Muse, sendo que o valor médio das compras facilitadas por Muse supera US$ 200.
E, internamente, a Meta migrou seus sistemas de compreensão de conteúdo do Instagram e Facebook para os modelos Muse, reduzindo em mais de 80% o custo de processamento por unidade.
“Esperamos que o Muse cresça para servir bilhões de pessoas. Esta é tanto a nossa missão quanto a nossa estratégia. É a nossa missão porque acreditamos em colocar o poder da superinteligência pessoal nas mãos de todos”, disse Zuckerberg na apresentação dos resultados financeiros da companhia.
Vale dizer que o Muse se conecta com páginas do Facebook, contas do Instagram e ferramentas de terceiros (como Shopify, QuickBooks e Canva) para ajudar pequenas empresas a automatizar vendas, marketing e atendimento ao cliente.
Houve ainda parcerias e expansões com conectores como Plaid e Stripe.
O Muse chega aos meta glasses a partir do próximo mês
Confira os modelos da família Muse
Muse Spark (1.2 e 1.3): modelo padrão utilizado na camada gratuita do serviço.
Muse Wonder: o primeiro modelo de fronteira da Meta, oferecido na camada paga, que entrega capacidade superior de raciocínio, qualidade e retenção.
Outras variantes: a família inclui ainda o Muse Code, Muse Voice, além de modelos de código aberto, como Muse Glimmer e Muse Spark Open.




