Um pintor de paredes de 60 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM) na noite desta terça-feira (20), após invadir uma casa e tentar estuprar uma aposentada de 77 anos, no bairro Palmital, zona norte de Marília. A rápida intervenção policial evitou um desfecho ainda mais trágico.
Segundo apurado pelo Marília Notícia, o crime ocorreu por volta das 21h. A vítima retornava de uma propriedade rural e acionou o controle remoto para abrir o portão de sua casa. Enquanto aguardava a abertura completa, o autor aproveitou a brecha e invadiu o local sem autorização.
Dentro da residência, ao ser questionado pela idosa, o indivíduo alegou que a conhecia, sabia que ela morava sozinha e passou a proferir ofensas. Ele exigiu que mantivessem relações sexuais, ameaçando-a de morte caso recusasse.
A vítima tentou convencer o homem a ir embora por cerca de uma hora e meia, mas o pintor sentou em uma cadeira na área do imóvel, consumiu bebida alcoólica que trazia consigo e manteve uma postura constrangedora, fazendo comentários ofensivos em voz alta e reiterando que a mataria caso ela não cedesse às suas exigências sexuais.
A idosa permaneceu amedrontada, mas aproveitando um descuido do agressor, conseguiu enviar mensagens a uma vizinha pedindo socorro.
Equipes da PM foram acionadas para atender, inicialmente, uma ocorrência de possível roubo em andamento. Percebendo a chegada da viatura, o suspeito tentou se desfazer de provas, arremessando uma faca, com cabo de plástico preto e lâmina de 7,5 centímetros, embaixo da cadeira onde estava sentado.
Questionado pelos policiais militares sobre o que pretendia fazer com a vítima, o indivíduo respondeu espontaneamente: “O que um homem faz com uma mulher?”. Com ele, os policiais também encontraram uma carteira contendo preservativos e documentos.
Diante dos fatos, das declarações da vítima e da apreensão da faca, ele recebeu voz de prisão em flagrante, sendo encaminhado para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, sendo autuado por tentativa de estupro.
O MN tentou confirmar informações sobre a ocorrência com a Polícia Civil, que não passou detalhes do caso devido ao sigilo da natureza sexual da ocorrência.




