Marília – Uma reportagem do jornal O Globo nesta segunda-feira repercute a tentativa de despejo do aeroclube de Marília e aponta impacto em escolas de pilotos em todo país na disputa imobiliária após concessões de aeroportos.
Destaca crescimento da aviação no país, porém diz que ‘nas cabines o clima para parte da categoria não é de festa’. Lembra inclusive que desde 2016 pelo menos 16 aeroclubes fecharam as portas.
O caso da cidade, que já provocou pelo menos quatro disputas judiciais, aparece ao lado de ameaças contra aeroclube de São Paulo. Os dois casos envolvem instituições histórias – de 1931 em São Paulo e de 1940 em Marília -.
A publicação, aliás, cita as campanhas de incentivo aos aeroclubes como forma de expandir a aviação a partir da década de 1940. Mas mostra caminho contrário nos últimos anos e, além disso, dados sobre clubes que são base na formação de pilotos e funcionários.
Destaca, inclusive, manifestação de um diretor da instituição, Jolando Gatto, sobre a disputa. “Estamos nesse litígio há mais de um ano. Estamos conseguindo sobreviver juridicamente.”
Audiência Pública

A reação foi além e a cidade aparece como parte na articulação para uma audiência pública que a Assembleia Legislativa promove na quinta-feira, dia 13.
O encontro pretende discutir a crise do setor, tanto pela questão de história e patrimônio, quanto pelo impacto no mercado.
Os aeroclubes respondem por pelo menos 33% dos centros de formação de pilotos, além de comissários de bordo em alguns casos.
No caso de Marília, o clube foi base para fundação da TAM (Táxi Aéreo Marília), hoje Latam, uma gigante do setor.
O despejo em Marília acompanha projeto de reforma do terminal de passageiros, uma obrigação da concessionária VOA SP. Uma ameaça que surgiu depois que a empresa decidiu reformar o terminal atual e abandonar projetos de terminal que ocupariam outra área, até maiores.




