A Meta anunciou um novo plano de demissões que pode atingir cerca de 10% de sua força de trabalho global, o equivalente a aproximadamente 8 mil funcionários, em meio à intensificação dos investimentos em inteligência artificial. Os cortes devem começar a partir de 20 de maio, segundo comunicado interno enviado aos empregados.
Além das demissões, a companhia decidiu cancelar a abertura de cerca de 6 mil vagas que estavam previstas. A medida faz parte de um movimento mais amplo de reestruturação, com foco em ganho de eficiência e redirecionamento de recursos para o desenvolvimento de tecnologias de IA generativa, área na qual a empresa busca reduzir a distância em relação a concorrentes como OpenAI, Google e Anthropic.
“Estamos fazendo isso como parte do nosso esforço contínuo para administrar a empresa de forma mais eficiente e nos permitir compensar os outros investimentos que estamos fazendo”, disse a diretora de Recursos Humanos, Janelle Gale, aos funcionários.
A nova rodada de cortes se soma a outras iniciativas recentes. Em janeiro, a Meta já havia dispensado cerca de 10% dos funcionários envolvidos em projetos ligados ao metaverso, com impacto significativo na divisão Reality Labs. Na ocasião, aproximadamente mil pessoas foram desligadas. Em março, outra rodada atingiu centenas de empregados em diferentes áreas, incluindo Facebook, operações globais e vendas.
A empresa também vem promovendo mudanças estruturais em suas operações. Recentemente, informou que pretende reduzir a dependência de fornecedores terceirizados, especialmente em atividades de moderação de conteúdo, substituindo parte dessas funções por sistemas baseados em inteligência artificial.
De acordo com relatório anual divulgado em janeiro, a Meta encerrou 2025 com 78.865 funcionários, número inferior aos 86.482 registrados no fim de 2022, após um período de forte expansão durante a pandemia de Covid-19.
O movimento ocorre em um contexto mais amplo de ajustes no setor de tecnologia diante do avanço da inteligência artificial. A Microsoft confirmou nesta semana que oferecerá programas de desligamento voluntário a parte de seus funcionários nos Estados Unidos, enquanto a Amazon já anunciou, em janeiro, a eliminação de cerca de 16 mil postos corporativos.




