Bloomberg Línea — O ex-diretor do Banco Central Diogo Guillen assumirá a posição de economista-chefe do Itaú Unibanco a partir de 1º de julho de 2026, após cumprir período de quarentena, informou o banco brasileiro em comunicado nesta terça-feira (28).
Guillen sucederá Mário Mesquita, que ocupa o cargo desde julho de 2016 e deixará a função no final de abril.
O ex-diretor do BC é doutor em Economia pela Universidade de Princeton, onde defendeu dissertação sobre macroeconomia e economia internacional, e tem graduação e mestrado pela PUC-Rio.
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Antes de ingressar no Banco Central, trabalhou na área de gestão de ativos do próprio Itaú entre 2015 e 2021, tendo ocupado as posições de head de Pesquisa Econômica Internacional, head de Pesquisa Econômica de Brasil e, por fim, economista-chefe da Itaú Asset Management. Antes disso, atuou como economista sênior na Gávea Investimentos, entre 2013 e 2015.
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Em 2022, o nome de Guillen foi sugerido ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para a Diretoria de Política Econômica, cargo que ocupou até 2025, após aprovação pelo Senado Federal. Na diretoria, substituiu Fabio Kanczuk.
O Itaú destacou o papel de Mário Mesquita no fortalecimento da reputação do banco em análises econômicas, citando a consolidação do time de macro e a reestruturação da área de Research ao longo de quase dez anos.
Mesquita seguirá colaborando com o banco como consultor durante o período de transição, segundo o comunicado.
A Bloomberg News havia informado em janeiro que Mesquita deixaria a função em razão da regra de aposentadoria obrigatória do banco para posições de gestão aos 60 anos.
Segundo a reportagem publicada na época, o Itaú estava em conversas com o ex-diretor do Banco Central para o posto, com a entrada prevista após os seis meses de quarentena — praxe para diretores que deixam a autarquia.
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