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Axia acelera desinvestimentos e vende participação em ativos de transmissão por R$ 451,5 milhões

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A Axia Energia anunciou a venda de sua participação em quatro ativos de transmissão de energia por R$ 451,5 milhões, como parte de sua estratégia de reformulação de portfólio após a privatização em 2022.

A venda foi realizada para a Gebbras Participações, do Grupo Energía Bogotá, e inclui 49% de participação em quatro sociedades de propósito específico, totalizando mais de 1 mil quilômetros de linhas de transmissão em vários estados.

A Axia tem se concentrado na simplificação de seu portfólio, realizando desinvestimentos significativos e buscando otimizar participações minoritárias. Para 2023, a empresa planeja investir R$ 14 bilhões na modernização de equipamentos, um aumento considerável em relação ao último ano como estatal.

A GEB, por sua vez, continua expandindo sua presença no Brasil, tendo iniciado suas operações no País em 2015.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Axia Energia anunciou na segunda-feira, 4 de maio, a venda de sua participação em quatro ativos de transmissão de energia, movimento que faz parte do processo de reformulação de portfólio da companhia, privatizada em 2022.

A antiga Eletrobras celebrou um acordo com a Gebbras Participações, da companhia colombiana Grupo Energía Bogotá (GEB), para a venda da totalidade das participações minoritárias de 49% detidas em quatro sociedades de propósito específico (SPEs), por R$ 451,5 milhões.

Os quatro ativos totalizam mais de 1 mil quilômetros de linhas de transmissão, com operação nos estados de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A receita estimada do grupo para 2027 é de R$ 218 milhões e o Ebitda projetado é de R$ 176 milhões.

Desde que deixou de ser uma estatal, a Axia embarcou em um processo de enxugamento e simplificação de portfólio, estratégia que tem como um dos pilares a otimização de participações minoritárias, como é o caso da venda dos ativos para a GEB.

No começo do ano, a companhia fechou um acordo com a ISA Energia para trocar participações em ativos de transmissão, recebendo R$ 1,17 bilhão em dinheiro. A Axia realizou operações semelhantes de descruzamento de participações societárias nos últimos anos com a Neoenergia e a Copel.

Em 2025, a Axia realizou desinvestimentos significativos, como a venda de sua participação na Emae para a Sabesp por R$ 476 milhões e da Eletronuclear para a J&F por R$ 535 milhões.

A expectativa é de que mais venha por aí. “A agenda de simplificação segue firme. Fizemos bastante em 2025, mas ainda há ativos que buscamos desmobilizar”, afirmou Elio Wolff, vice-presidente de estratégia e desenvolvimento de negócios da Axia, em novembro do ano passado, na call de resultados do terceiro trimestre.

Além de simplificar a estrutura, os desinvestimentos devem ajudar a financiar os investimentos. Para este ano, a Axia planeja aportar R$ 14 bilhões na modernização de equipamentos. O valor é 2,5 vezes maior do que o registrado em 2022, último ano da empresa como estatal.

Pelo lado da GEB, a aquisição representa mais um passo no fortalecimento da presença da companhia colombiana no Brasil.

Em 2019, a empresa ganhou manchetes quando comprou, em parceria com a espanhola Red Eléctrica Internacional, a companhia de transmissão de energia elétrica Argo Energia, controlada pelo Patria Investimentos e Temasek, por R$ 3,5 bilhões.

A GEB começou a atuar no País em 2015, quando comprou uma participação de 51% em ativos de transmissão de Furnas.

As ações da Axia fecharam o pregão de quinta-feira, 30 de abril, com alta de 2,56%, a R$ 62,05. No ano, os papéis acumulam alta de 24,1%, levando o valor de mercado a R$ 182,3 bilhões.



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