Marília – O mercado imobiliário de Marília e região apresentou em março de 2026 retração nas vendas e reação significativa nas locações de imóveis residenciais.
A queda nas transações de compra e venda chegaram a 15,9% após avanço consistente nas vendas em fevereiro. Já o setor de locação apresenta alta de 33,16%, indicando uma reorganização das decisões habitacionais das famílias.
Os dados estão em pesquisa do Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis) em São Paulo. Envolve dados de 16 municípios, bem como a participação de 68 profissionais inscritos na região.
Nas vendas, as casas continuaram dominando amplamente o mercado. Respondem por 81% das transações, contra 19% dos apartamentos.
Perfil popular
É consumo baseado, principalmente, nos imóveis de perfil popular e o perfil dos imóveis – casas de dois dormitórios – acompanham esse padrão. Eles foram, aliás, 64,9% das vendas.
A área útil mostrou forte concentração em metragens até 50 m², que responderam por 67% das vendas.
É um retrato típico de uma região em que o padrão de moradia ainda é majoritariamente horizontal, ligado ao perfil familiar e à disponibilidade de terrenos em bairros consolidados e em expansão.
Além disso, a maior parte dos negócios (73,3%) ocorreu fora dos eixos centrais, em direção a bairros mais acessíveis. E os valores confirmam a vocação da região para o segmento de média e baixa renda.
Imóveis de até R$ 200 mil concentraram 45,7% das vendas, enquanto a faixa entre R$ 201 mil e R$ 300 mil respondeu por 34,8%.
Já os imóveis entre R$ 301 mil e R$ 400 mil representaram 4,3%, e aqueles entre R$ 401 mil e R$ 500 mil, 6,5%.
Compactos e com financiamento
Nos apartamentos vendidos, o padrão foi igualmente concentrado em unidades menores. Imóveis de dois dormitórios representaram 77,8% das vendas. Não houve registros de unidades com quatro ou mais dormitórios.
O quadro confirma o foco em apartamentos compactos, muito voltados a famílias pequenas, jovens casais ou investidores.
Na forma de pagamento, o crédito imobiliário segue como pilar central do mercado de Marília. Em março, o financiamento pela CAIXA Econômica Federal foi responsável por 50,0% das vendas.
Os valores de aluguel também mostram um mercado predominantemente voltado à classe média e média-baixa.




