Marília – A 1ª Vara Criminal de Marília renova prisão preventiva do vendedor Rodrigo Henrique de Souza pelo feminicídio de Lucimara Nunes, sua ex-mulher, e encaminha sessão do júri popular sobre o caso de em agosto de 2025, em Vera Cruz.
Foi a segunda revisão da ordem de prisão no ano e mantém condição do réu desde a noite do caso. “Não houve alteração fática ou jurídica”, diz a juíza Josiane Patrícia Cabbrini Machado.


Além de ser a titular da 1ª Vara, ela acumula função de juíza nas sessões do Júri Popular. É um modelo especial de julgamentos que envolve sessões longas, tensas e esforço a todos os envolvidos.
Assim, além de manter a prisão, abriu prazo para que as partes apresentem eventuais medidas de apuração que desejam antes do júri.


A medida encaminha o agendamento da sessão em que o vendedor deve ser submetido ao tribunal para decisão de sete jurados entre moradores da cidade.
O Caso
Rodrigo matou Lucimara a facadas dentro da casa da irmã da vítima no horário de almoço em um sábado de sol em Vera Cruz.


A mulher deixava o imóvel quando percebeu aa aproximação de Rodrigo. Já tinha, inclusive, uma ordem judicial de restrição para afastamento em função de agressões anteriores. O documento, aliás, estava no carro para onde ela seguia.
Mara, como a família a chamava, preferiu correr para dentro da casa. Rodrigo invadiu o imóvel e, apesar dos gritos com apelo de familiares da vítima, desferiu os golpes e depois fugiu com a faca na mão.
Alegou ciúme por um relacionamento que acabou meses antes e após suas agressões. Tem, inclusive, histórico de violência contra mulher.




