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Bundesliga, Copinha e Brasileirão: mulheres ganham espaço no comando de equipes masculinas 

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Alemã Marie-Louise Eta se tornou a primeira mulher a treinar uma equipe masculina em uma das cinco principais ligas europeias; no Brasil, Nivia de Lima se destaca 

RALF HIRSCHBERGER / AFP
Nova treinadora alemã do Union Berlin, Marie-Louise Eta (C), gesticula enquanto conversa com as jogadoras durante um treino do clube de futebol da primeira divisão alemã, o 1 FC Union Berlin, em Berlim

O dia 10 de maio de 2026 ficará eternamente eternizado na história do futebol alemão. Foi no Dia das Mães – que em 2026 foi celebrado no dia 10 – que Marie-Louise Eta venceu a sua primeira partida na Bundelisga. Depois de se tornar a primeira mulher a treinar uma equipe masculina em uma das cinco principais ligas europeias (Alemanha, Inglaterra, Espanha, Itália e França), também se tornou a primeira a vencer um jogo. 

“Também conquistamos a vitória para ela, porque ela simplesmente faz um ótimo trabalho”, disse o jogador austríaco Christopher Trimmel, do Union Berlin após a partida. 

Apesar ter assumido o time oficialmente em 2026, ela já havia comandado uma vitória da equipe em 2024, quando foi técnica interina. 

Marie-Louise, de 34 anos, treina o Union Berlin desde abril, mas está no time desde 2023, quando foi contratada como auxiliar-técnica. Ela também comandava a equipe sub-19. 

Ela assumiu o comando do time na reta final da temporada com uma missão: evitar o rebaixamento. Conseguiu! O Union Berlin encerra sua participação na temporada na com uma goleada de 4 a 0 sobre Augsburg, ocupando a 11ª colocação com 39 pontos. 

Marie foi ovacionada na despedida.

O tempo da treinadora à frente da equipe masculina sempre teve prazo de validade. Ficaria no comando até o final da temporada 25/26, que se encerrou neste sábado (16). Agora, ela assumirá a equipe feminina na próxima temporada. 

Por mais que o tempo tenha sido breve, apenas um mês, a conquista foi grande. Pensar em mulheres comandando equipes masculinas até uns anos atrás era algo totalmente fora de cogitação.

Aqui no Brasil, por exemplo, Nívia de Lima foi a primeira treinadora a vencer um jogo da Copa São Paulo no comando de uma equipe masculina. Ela foi treinadora da Chapecoense na edição de 2026 da Copinha. 

Na competição, Nívia chegou até a terceira fase, quando sua equipe foi eliminada pelo Grêmio. Após o desempenho, a treinadora, que está no time catarinense há 12 anos e comanda a equipe sub-20 desde 2024, se tornou a primeira mulher auxiliar técnica da história da Série A do Campeonato Brasileiro. 

 

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Durante a história, outras mulheres já estiveram no comando de elencos profissionais masculinos. Leia a lista:

  • Sabrina Wittmann, comandou a equipe profissional do FC Ingolstadt, também na Alemanha
  • Faiza Heidar, primeira mulher a treinar um time masculino de futebol no Egito
  • Nilmara Alves foi a primeira mulher a comandar um time na Copinha, em 2017, com o Manthiqueira (SP)
  • Nádima Skeff, assistente técnica da equipe sub-19 do Sfera
  • Priscilla Mayla Greccoo, preparadora de goleiros, em 2013, do Gremetal
  • Claudia Malheiro – preparadora Física do Vasco-AC em 1999





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