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Com plano de saúde, IBRA megalab quer propagar análise de solo

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SUMARÉ (SP) – Um plano para a saúde do solo, semelhante a um plano de saúde médico, com o objetivo de ampliar o diagnóstico e monitoramento da saúde do principal ativo das fazendas. Essa é a aposta do IBRA megalab, empresa com 45 anos de experiência em análises agronômicas, para disseminar a análise de solo no Brasil.

Da mesma forma como acontece na área médica, no Plano de Saúde do Solo (Soil Healthcare), lançado nesta quarta-feira (20), o produtor escolhe o plano de acordo com a sua capacidade financeira e os serviços que deseja.

 “Com esta visão queremos aumentar a demanda por análise de solo, que muitos produtores não fazem ou, se fazem, poderiam aprimorar com esta proposta ancorada em diagnóstico”, afirma Armando Parducci, diretor do IBRA megalab.

Segundo Parducci, os planos são uma forma de ter recorrência na receita, além de um melhor planejamento do volume de amostras que entrarão no laboratório e da capacidade analítica que o IBRA megalab precisa. A empresa possui franquias em Sorriso (MT), Luís Eduardo Magalhães (BA), Naviraí (MS), Posse (GO) e está prestes a inaugurar unidades em Maringá (PR), Rio Verde (GO) e Passo Fundo (RS).

Considerando a área agrícola do Brasil, estima-se que hoje exista um déficit de cerca de 8 milhões de análises de solo por ano, o que representa um faturamento potencial de R$ 1 bilhão para os laboratórios. Esta falta de monitoramento resulta em áreas cultivadas de baixa eficiência produtiva.

Segundo o “Yield Gap Atlas”, principal plataforma científica internacional que reúne dados sobre lacuna de produtividade, a soja brasileira tem um rendimento médio de 55%. No entanto, artigos científicos – como Crop Yield Gaps: Their Importance, Magnitudes, and Causes – sugerem que o ideal seria o produtor atingir 80% do potencial produtivo.

Com uma comunicação facilitada, o modelo por assinatura do IBRA combina análises laboratoriais, sensoriamento remoto e mensuração de carbono no solo para ajudar o produtor a entender seu principal ativo e aumentar o potencial produtivo.

Com análises de solo recorrentes, o proprietário rural tem em mãos um banco de dados, um histórico para lhe ajudar na tomada de decisões e no planejamento de como alavancar a produtividade da lavoura.

Análise de carbono

O ponto de partida presente em todos os planos é a análise de carbono no solo. “Usando tecnologias baseadas em sensoriamento remoto, que cruzam nosso banco de solos com solos públicos, a gente compara o carbono no solo do talhão produtivo com o nível de carbono do solo de quando a área era mata nativa”, explica Parducci.

A boa notícia é que propriedades rurais com práticas de agricultura regenerativa superam o estoque de carbono da vegetação nativa. Isso ficou evidente num projeto sobre o sistema de plantio direto, coordenado pela Federação Brasileira de Plantio Direto (FEBRAPDP), que teve análises do IBRA e financiamento do Euroclima.

“O trabalho avaliou 63 locais nos biomas Cerrado e Mata Atlântica, com 3.402 amostras de solo. Os resultados mostraram que em 16 áreas (25,4%) o plantio direto superou os estoques de carbono da vegetação nativa e em outras 27 (42,8%) restaurou entre 80% e 100% desses estoques”, explica Thiago Camargo, diretor do IBRA.

Por dentro dos planos

No plano de saúde de solo mais simples, de Monitoramento e Indicadores Estratégicos, o produtor desembolsa entre R$ 2 a R$ 15 por hectare para ter monitoramento por satélite da safra, indicadores visuais de vigor vegetativo e relatórios simplificados.

“Nesta categoria, se o produtor não quiser, nem precisa coletar amostras de solo, porque o sensoriamento remoto já traz uma série de informações”, diz Camargo. “Mas se ele quiser coletar e aprimorar informações, a gente disponibiliza um aplicativo offline para o produtor ou funcionário da fazenda geolocalizar as amostras de solo coletadas em campo e enviá-las ao laboratório”, explica.

IBRA megalab lança plano para análise de solo | Crédito: DivulgaçãoIBRA megalab lança plano para análise de solo | Crédito: Divulgação
Análise de solo ajuda o produtor a racionalizar uso de insumos em momentos de alta nos preços dos fertilizantes | Crédito: Divulgação

Na próxima categoria de plano, Diagnóstico Integrado de Solo, o produtor investe entre R$ 25 a R$ 60 por hectare e tem mais serviços à disposição. Nessa modalidade são contemplados coleta técnica de solos, análises laboratoriais completas, relatórios interpretativos, histórico evolutivo por talhão e indicadores técnicos de construção de carbono no solo. Tais diagnósticos ajudam o fazendeiro a diminuir os insumos e geram informações para programas ambientais e futuros projetos de carbono.

Por fim, o plano premium, Gestão Avançada da Saúde de Solo. Além de todos serviços dos níveis anteriores, dá ao produtor acesso a consultoria agronômica remota, reuniões técnicas periódicas online, interpretação estratégica dos resultados, plano de manejo e construção de fertilidade e estratégias para aumento de carbono no solo, entre outros serviços. O valor do desembolso é proporcional à complexidade das demandas, e varia entre R$ 60 a R$ 180 por hectare/ano.

Os diferenciais do IBRA

A metodologia utilizada pelo IBRA segue os critérios da Verra, principal organização internacional que desenvolve padrões e certificações para o mercado voluntário de carbono no mundo.  Recentemente, a Verra lançou a ferramenta VT0014, que reconheceu a utilização de sensoriamento remoto, geoprocessamento, inteligência artificial e modelagem estatística para monitoramento de projetos de carbono.

Em outras palavras, o arcabouço de serviços presentes nos planos não só facilita a tomada de decisões e aumento de produtividade dentro da porteira, mas ajuda o produtor a saber se sua propriedade está em conformidade socioambiental para acessar linhas de crédito e/ou participar de projetos de carbono.

Vale lembrar que a uma resolução de Conselho Monetário Nacional, que foi prorrogada para janeiro de 2027, prevê que os bancos façam monitoramento contínuo por satélite das operações de crédito de custeio em investimentos agropecuários em áreas acima de 300 hectares.

Outro diferencial do plano de saúde é orientar em quais áreas a aplicação de insumo é essencial — uma ferramenta importantíssima para o produtor em momentos de crises geopolíticas, que provocam uma escalada no preço dos fertilizantes.

“Quando o insumo sobe ou o dólar está caro, a margem do produtor fica aperada. Muitos recorrem às análises e não deixam mais de fazer”, diz Camargo. “Num plano mais básico, a gente oferece métricas de saúde de solo para alertar o produtor quais áreas estão produzindo menos ou teriam maior potencial sem ele precisar de todo aquele arcabouço de coleta, análises de solo. Isso é uma porta de entrada ao sistema”, explica.

Com o lançamento, o IBRA, que faturou R$ 45 milhões na safra 2024/2025, pretende aumentar o market share de 14% para 25% até 2030, consolidando sua atuação como referência em diagnóstico avançado no agronegócio. A empresa tem entre seus clientes gigantes como Basf, Bayer, Cargill, Embrapa, FMC, John Deere, Natura, Raízen e Yara.



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