O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira (16), uma proposta que restringe o uso da expressão “carne vegetal” em produtos de origem não animal. A medida ainda depende da aprovação final dos Estados-membros para entrar em vigor.
A decisão ocorre em meio ao debate crescente sobre a rotulagem de alimentos à base de plantas que simulam características de produtos cárneos. O texto aprovado mantém a autorização para denominações já consolidadas no mercado, como hambúrgueres e salsichas vegetarianas.
Regulação
A proposta é vista como um avanço por representantes do setor pecuário europeu, que defendem maior clareza na comunicação com o consumidor. A avaliação é de que termos associados diretamente à carne podem induzir interpretações equivocadas sobre a natureza e a composição desses produtos.
Durante a discussão, parlamentares destacaram a necessidade de garantir transparência nas informações apresentadas ao público, especialmente em um cenário de expansão do mercado de proteínas alternativas.
O que diz o setor?
Produtores rurais e entidades ligadas à pecuária consideraram a aprovação uma resposta às demandas do segmento. A argumentação central é de que a diferenciação clara entre produtos de origem animal e vegetal contribui para uma concorrência mais equilibrada no mercado.
Em manifestação após a votação, representantes do setor afirmaram que a medida reforça o reconhecimento do trabalho dos produtores e atende à expectativa por regras mais objetivas na rotulagem de alimentos.
A proposta segue agora para análise dos países que integram a União Europeia, etapa necessária para a validação definitiva da nova regulamentação.
Fonte: AFP
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