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A IA entra no cardápio das empresas

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A IA (Inteligência Artificial) deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a fazer parte da rotina de decisões no foodservice. De produção de conteúdo para redes sociais à análise de dados operacionais, a tecnologia vem sendo usada pelas marcas para automatizar tarefas, apoiar decisões, organizar dados e criar novas formas de entender o comportamento do consumidor.

“Está muito mais prático ter uma visão do negócio. Hoje o time está muito mais direcionado para um olhar estratégico, em vez de ficar focado naqueles rituais mais operacionais, com Excel e planilhas. Hoje, ficou muito mais prático ter acesso a qualquer visão do negócio”, diz Alejandro Veiga, diretor de Operações da Oakberry na América Latina, durante o painel “A IA saiu do hype. Agora ela entrega resultado”, no Connection Foodervice Day, realizado nesta terça-feira, 23, na sede do iFood.  Com medição de Aiana Freitas, editora-executiva da Mercado&Consumo, e participação de Betina Kormes, líder de Indústria do TikTok, o painel debateu como a tecnologia vem sendo aplicada em diferentes áreas, desde a criação de conteúdos até a gestão de uma rede com centenas de unidades.

Com mais de mil lojas em 52 países, a Oakberry passou a explorar a IA para prever o volume de vendas de cada franqueado com base em variáveis como clima, consumo histórico e dia da semana, o que ajuda a evitar rupturas de estoque.

“Hoje, eu já consigo, por meio de um agente que está na fase final de desenvolvimento, prever quanto de açaí cada franqueado precisará pedir. Essa previsão é feita com base em variáveis como temperatura, histórico de consumo e dia da semana. Com isso, conseguimos evitar rupturas de estoque e tornar a operação muito mais eficiente”, conta.

A tecnologia também permite a criação de ferramentas personalizadas para cotação de frete em tempo real com diversos parceiros via API, eliminando processos manuais por telefone ou planilhas.

“Antes, tínhamos entre três e quatro pessoas para cotar fretes, consultando seis ou sete parceiros logísticos diferentes. Cada um trabalhava de uma forma: alguns atendiam por telefone, outros utilizavam sistemas próprios e outros por tabelas. Em um fim de semana, mesmo com pouco conhecimento técnico, consegui desenvolver uma plataforma unificada, que faz cotações automaticamente com dez parceiros logísticos, por meio de integrações via API”, explica.

O consumidor no radar da IA

A IA também amplia a capacidade das empresas de entender o consumidor e identificar tendências de mercado. Com mais de 130 milhões de usuários mensais no Brasil e uma média de 11 acessos por dia, o TikTok se tornou uma fonte de sinais sobre hábitos e preferências, permitindo identificar movimentos de consumo que vão do café da manhã ao lanche da madrugada.

“Ele [o usuário] ele entra quando acorda, um pouco antes do almoço e depois no almoço. Então, temos toda a jornada de consumo de comida dentro da plataforma ao longo do dia”, conta Betina.

Como isso, as marcas conseguem identificar o que os usuários estão, de fato, procurando e consumindo em tempo real. E antes de investir no custo operacional de lançar um produto fisicamente, podem usar IA para criar conteúdos experimentais e realizar testes AB. Isso permite verificar se o público demonstra interesse pela hipótese do novo produto apenas através do engajamento com o vídeo.

“Antes de chegar ao ponto de venda e assumir os custos de produção e operação, as marcas podem testar ideias e formatos para entender se uma novidade tem potencial de agradar aos consumidores”, conta.

Betina destaca que conteúdos que ganham repercussão nas redes sociais podem influenciar diretamente o fluxo de clientes nas lojas físicas e os pedidos nos aplicativos de entrega. Conhecido como Halo Effect, esse processo cria um “looping infinito” que vai da descoberta do produto à ação e ao review pela comunidade, o que acaba “acelerando e inspirando as vendas”.

Como exemplo, citou a tendência da salada de pepino, que levou varejistas físicos, como o Walmart nos EUA, a venderem o produto já cortado em potes para atender à demanda gerada pela receita viral.

Imagem: Mercado&Consumo



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