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A MRV avançou na redução da Resia em sua operação, vendendo os ativos Ten Oaks e Rayzor Ranch, no Texas, por US$ 139 milhões (R$ 716 milhões).
Essa transação diminui o endividamento líquido em 7,5%, mas resultou em uma perda contábil de 26% em relação ao valor patrimonial dos ativos. A liquidação está prevista para julho.
A MRV já vendeu US$ 380 milhões em ativos desde o início do plano de desalavancagem e pretende alcançar US$ 800 milhões até o fim do ano.
Apesar das dificuldades no mercado imobiliário americano, a MRV não abandonará a Resia, que deverá operar sob um novo modelo societário.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A MRV deu mais um passo no processo de redução do peso da Resia em sua operação, negócio que vem pressionando os resultados da companhia nos últimos anos, com a venda de mais dois ativos de sua operação multifamily nos Estados Unidos.
A companhia anunciou, na noite de segunda-feira, 22 de junho, um acordo para a venda dos empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, ambos localizados no Texas, por US$ 139 milhões (R$ 716 milhões).
Segundo a MRV, a transação representa uma redução de 7,5% no endividamento líquido consolidado, equivalente a US$ 87 milhões (R$ 448 milhões). Por outro lado, houve uma perda contábil de 26% em relação ao valor patrimonial dos ativos. A liquidação da operação deve ocorrer em julho.
Os dois ativos fazem parte dos empreendimentos legados da Resia, construídos antes da recente mudança estratégica. Desses projetos, resta apenas o empreendimento Memorial, com valor patrimonial de US$ 109 milhões, que a MRV pretende vender ainda em 2026.
A MRV informou ainda que os empreendimentos Golden Glades, com valor patrimonial de US$ 133 milhões, e North City, cuja construção está quase concluída, têm potencial para gerar lucro quando forem vendidos.
A MRV anunciou, em 2024, que realizaria mudanças na Resia, depois de a subsidiária ter sido responsável por uma expressiva queima de caixa e por uma incômoda alavancagem do grupo de construção e incorporação controlado pela família Menin.
Os Estados Unidos vivem um momento complicado para o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, com os juros em patamares elevados e possibilidade de novas altas. Além disso, o resultado operacional líquido (NOI, na sigla em inglês) dos projetos ainda não está estabilizado, devido à ocupação e aos aluguéis abaixo do potencial.
Diante desse cenário, a MRV decidiu vender uma série de empreendimentos e colocar a operação em “hibernação”, sem desenvolver novos projetos.
Desde o anúncio do plano de desalavancagem, a companhia já totalizou US$ 380 milhões (R$ 2 bilhões) em ativos vendidos. A empresa informou que pretende alienar um total de US$ 800 milhões em empreendimentos e terrenos até o fim do ano.
Em encontro com investidores, em março, Rafael Menin, CEO da MRV, afirmou que a ideia não é acelerar as vendas a qualquer custo, diante do risco de destruição de valor.
A proposta é capturar valor por meio da geração de renda dos ativos, comprovando sua qualidade para obter os preços considerados adequados. “Quero ter a opcionalidade de fazer a venda dos ativos na melhor cadência possível”, afirmou.
O movimento tem ajudado a aliviar a situação da Resia e, por consequência, da MRV. As vendas dos ativos da operação americana contribuíram para uma geração de caixa positiva de US$ 69 milhões no primeiro trimestre, revertendo a queima de caixa registrada nos períodos comparáveis.
A Resia fechou o primeiro trimestre com prejuízo de R$ 94,8 milhões, uma melhora em relação à perda de R$ 297,7 milhões registrada no mesmo período de 2025.
O processo de desinvestimento não significa que a MRV esteja desistindo do mercado americano de multifamily. Aos investidores, Menin afirmou que a Resia não vai acabar.
“Gostamos da Resia, estamos estudando alternativas. Essa companhia vai continuar, dentro de um novo modelo societário. Em algum momento, deixaremos de ter ativos da Resia debaixo do balanço da MRV.”
As ações da MRV fecharam o pregão de segunda-feira com alta de 0,61%, cotadas a R$ 4,95. No ano, os papéis acumulam queda de 36%, reduzindo o valor de mercado da companhia para R$ 2,8 bilhões.




