O mercado brasileiro de soja registrou baixa movimentação nesta terça-feira (23), mesmo com a melhora dos preços ao longo do dia. A valorização do dólar, a firmeza dos prêmios de exportação e a recuperação técnica dos contratos futuros em Chicago contribuíram para sustentar as cotações, mas os produtores continuam retraídos nas negociações.
Segundo levantamento da Safras & Mercado, os sojicultores seguem adotando uma postura cautelosa, aguardando preços mais atrativos para avançar com a comercialização da safra. O comportamento também é influenciado pelo acompanhamento do mercado de milho, que permanece no radar dos produtores.
Nos portos, os prêmios continuaram oferecendo suporte às indicações de compra, enquanto a indústria elevou os valores pagos na tentativa de garantir matéria-prima. Apesar disso, o volume negociado ficou abaixo das expectativas.
Leia também no Agrimídia:
Cotações avançam em importantes praças
Os preços da soja registraram alta em diversas regiões produtoras do país:
- Passo Fundo (RS): de R$ 126,00 para R$ 128,00 por saca;
- Santa Rosa (RS): de R$ 127,00 para R$ 129,00;
- Cascavel (PR): de R$ 121,50 para R$ 124,00;
- Rondonópolis (MT): de R$ 113,00 para R$ 114,00;
- Dourados (MS): de R$ 115,00 para R$ 116,00;
- Rio Verde (GO): de R$ 115,00 para R$ 117,00;
- Paranaguá (PR): de R$ 132,50 para R$ 135,00;
- Rio Grande (RS): de R$ 133,00 para R$ 135,00.
Chicago busca recuperação
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o pregão próximos da estabilidade, após duas sessões consecutivas de queda.
O mercado encontrou suporte na valorização do farelo de soja, mas continua pressionado pelas boas condições das lavouras norte-americanas, que reforçam as expectativas de uma safra recorde nos Estados Unidos.
Os investidores acompanham ainda uma possível retomada das compras chinesas de soja norte-americana e aguardam o relatório de área plantada e estoques trimestrais que será divulgado na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Entre os derivados, o farelo de soja para julho avançou 1,03%, fechando a US$ 302,90 por tonelada. Já o óleo de soja recuou 0,78%, influenciado pela fraqueza do mercado de petróleo.
Dólar favorece preços internos
O câmbio também contribuiu para a valorização da soja no mercado brasileiro. O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,84%, cotado a R$ 5,18, aumentando a competitividade das exportações e oferecendo suporte adicional às cotações domésticas.
A expectativa do mercado permanece voltada para os próximos movimentos do câmbio, dos prêmios de exportação e das condições climáticas nos Estados Unidos, fatores que devem continuar determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Canal Rural




