O estreitamento das relações comerciais e técnicas entre o Brasil e a China ganhou um novo capítulo voltado diretamente ao mercado de insumos e biotecnologia. Representando os produtores brasileiros, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou ativamente do 13º Fórum Internacional de Comércio e Desenvolvimento sobre Proteção de Cultivos, sediado em Qingdao, na China. O evento foi organizado pela Associação da Indústria de Proteção de Cultivos da China (CCPIA).
Durante o painel internacional, a representação brasileira levou aos players asiáticos o modelo de produção de larga escala do país focado no Manejo Integrado de Pragas (MIP) e na expansão do uso de bioinsumos.
Maciel Aleomir da Silva, diretor técnico adjunto da CNA, enfatizou como a agricultura tropical consegue conciliar saltos sucessivos de produtividade com responsabilidade ambiental, utilizando ferramentas de agricultura de precisão para otimizar o uso de defensivos químicos tradicionais.
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Alinhamento regulatório e o mercado global de agroquímicos
A agenda em Qingdao foi o desfecho de uma missão técnica mais ampla, liderada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que percorreu os principais centros de decisão e polos fabris chineses. O objetivo central da comitiva foi discutir temas sensíveis ao abastecimento do campo brasileiro, como controle de qualidade, mecanismos de rastreabilidade e a harmonização de registros de defensivos entre os dois países.
Na capital Pequim, os técnicos brasileiros participaram de reuniões com o Instituto para o Controle de Agroquímicos da China (ICAMA), abrindo um canal direto de comunicação entre o governo brasileiro e a iniciativa privada asiática para blindar o fornecimento de matérias-primas contra instabilidades geopolíticas globais.
Inspeção na fonte: Olho na qualidade das importações
Um dos pontos altos da comitiva foi a auditoria técnica in loco nas indústrias da província de Shandong, polo que concentra as principais plantas químicas fornecedoras do mercado da América do Sul.
A delegação brasileira inspecionou as instalações industriais das gigantes KingAgroot e Hailir. O acompanhamento dos processos de manufatura e dos testes de controle de qualidade visa aumentar o nível de transparência e o compliance das importações, garantindo que o defensivo formulado que chega ao produtor brasileiro cumpra as rígidas exigências de eficácia e segurança exigidas pelas agências reguladoras no Brasil.
Para a CNA, esse intercâmbio regulatório e científico é vital: além de desatar nós logísticos na importação de insumos essenciais, posiciona o Brasil na vanguarda do desenvolvimento de soluções híbridas (químicas e biológicas) voltadas à segurança alimentar global.
Fonte: CNA




