Um minucioso trabalho de inteligência da Polícia Civil resultou na prisão preventiva de Caê Bellini Saldanha, de 21 anos, na tarde desta sexta-feira (26), no bairro Alto Cafezal, na zona oeste de Marília. O homem, que já estava no radar das autoridades, é acusado de furtar e matar a gata Charlotte, ateando fogo ao corpo do animal em uma churrasqueira, em Garça.
A prisão de Caê foi decretada no dia 24 de junho pela 2ª Vara da Comarca de Garça, após o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) apontar que ele havia descumprido a medida cautelar que o proibia de deixar a cidade. O relatório final da investigação também agravou sua situação ao concluir que, antes de cometer o crime de maus-tratos, ele furtou a gata.
Com o mandado em mãos, a Polícia Civil iniciou o rastreamento e descobriu que o foragido estava escondido em Marília. As primeiras buscas ocorreram no apartamento de uma tia dele, na região central da cidade, onde os policiais foram informados de que ele não estava mais no local. A partir desse momento, teve início uma negociação com a defesa.
Inicialmente, o advogado do investigado entrou em contato com os policiais civis e afirmou que o cliente se entregaria voluntariamente na quinta-feira (25). No entanto, a apresentação foi adiada sob a justificativa de que o acusado teria sofrido uma “crise de ansiedade”, embora nenhum atestado ou laudo médico tenha sido apresentado para comprovar a alegação.
No dia seguinte, por volta das 13h30, a Polícia Civil foi informada de que o advogado havia sido destituído da defesa. Diante da percepção de que o acordo não seria cumprido e de que o suspeito tentava ganhar tempo, os policiais decidiram agir imediatamente.
Com o endereço exato do esconderijo identificado pelo setor de inteligência da Polícia Civil de Garça, as equipes seguiram até um apartamento na rua Bonfim, no bairro Alto Cafezal. Ao se identificarem e informarem sobre o mandado de prisão, os policiais encontraram resistência, pois Caê se recusou a abrir a porta.
O acusado foi contido e algemado por questões de segurança. Durante a ação, um telefone celular foi apreendido. Após a captura, uma nova advogada, Larissa Toríbio Campos, compareceu ao plantão policial para assumir a defesa.
Crime
O caso chocou a cidade de Garça. Quando os fatos vieram à tona, a Polícia Civil prendeu Caê em flagrante e representou imediatamente pela conversão da prisão em preventiva. Contudo, o juiz concedeu liberdade ao investigado durante a audiência de custódia. Na ocasião, ele alegou ter sofrido um surto psicótico em razão do uso de medicamentos e afirmou não se lembrar de ter cometido o crime contra o animal. Desta vez, ao ser novamente preso, optou por permanecer em silêncio.
Após a prisão em Marília, Caê Bellini Saldanha foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame cautelar e, em seguida, levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília. Ele foi transferido neste sábado (27) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Álvaro de Carvalho, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto responde ao processo.




