Hoje em dia, as cadeias globais de suprimentos têm ramificações cada vez mais curtas. Sim, há sortimento e várias marcas, mas isso é controlado por um punhado de empresas. Um levantamento em 2024 da plataforma de jornalismo independente em saúde e alimentos O Joio e o Trigo revelou que 16 dos grandes nomes globais em alimentos são controlados por Blackrock, State Street e Vanguard.
Ou seja, se o consumidor quiser trocar de empresa por uma má experiência, porque seus valores não condizem com sua realidade ou por concorrer e estrangular um player local, provavelmente, vai cair em uma marca controlada por um desses três grandes investidores.
Daí vem o desafio: como vou saber qual marca poderei comprar quando vou ao mercado? Uma marca que realmente me representa e que o meu dinheiro não está indo para o lugar errado?
Essa é a proposta do Made O’ Meter (Android).
Criado em março de 2025, mas atualizado com uma nova engine de IA na virada de 2025 para 2026, o app traz clareza ao consumidor para entender sobre as cadeias de suprimentos e fazerem decisões bem informadas e baseadas em valores.
O uso do app é simples. Basta tirar uma foto do produto e o seu sistema informa quem é o verdadeiro dono de uma marca e onde aquele produto foi fabricado, isso sem precisar marcar o código de barras ou digitar seus números. Importante dizer que o app é gratuito e está com tradução em português.
Essa leitura se dá por um trabalho que indexou imagens de mais de 2 milhões de produtos. Em janeiro deste ano, o Made O’ Meter atingiu o topo de downloads na Dinamarca, o seu país de origem, com um crescimento de 8.000% em uma semana.
Criado pelo desenvolvedor Ian Rosenfeldt, o app foi criado com o objetivo de ajudar os dinamarqueses a fazerem boicote contra produtos de empresas norte-americanos, ante as constantes ameaças do presidente dos EUA Donald Trump de anexar a Groenlândia, um território autônomo pertencente à Dinamarca.
Como resultado do app, o Sailing Group, um dos maiores varejistas da Dinamarca, passou a marcar produtos europeus em suas lojas para colaborar com o movimento de boicote.




