19.1 C
Marília
HomeAgronegócioSorriso a R$ 100 mil por hectare? Na crise, os Fiagros garimpam

Sorriso a R$ 100 mil por hectare? Na crise, os Fiagros garimpam

spot_img



O cenário de margens mais apertadas em diferentes culturas está abrindo oportunidades inéditas de negócio para os Fiagros listados — a despeito dos problemas que ainda atingem parte dos fundos.

“Estamos conseguindo fazer negócios com empresas e produtores que até dois anos atrás não conseguíamos”, disse Gustavo Gomes, gestor de agronegócio da XP Asset, num painel sobre o setor na Expert XP.

Entre essas operações estão financiamentos a produtores com percentual relevante de terras próprias e a usinas com boa liquidez, mas que precisam de caixa num ano de margens piores.

Segundo Gomes, a área de agro da XP Asset tem olhado até para setores estressados pelo ciclo de commodities — soja, milho, cana e fertilizantes.

“Se eu faço uma operação de cinco anos com qualquer commodity, é impossível que sejam cinco anos sem oscilar”, disse ele. Mesmo no cenário mais apertado da soja, ainda há boas oportunidades com os produtores mais arrojados, que seguem ganhando dinheiro.

O foco da gestora é achar operações seguras, com bons parceiros — e essa combinação cobra um preço. Antes da crise nos grãos, os Fiagros da casa (XPCA11 e XPAG11) faziam operações a CDI+5%; hoje, elas estão mais perto de CDI+3%.

Terras mais baratas

No mercado de terras, a crise abriu outra frente, com mais produtores dispostos a usar o patrimônio imobiliário para levantar liquidez.

“Há três anos, a chance de eu fazer as operações que estou fazendo hoje era zero. Terra boa, com boas taxas, grupos sólidos que de fato querem recomprar a terra ao longo do tempo”, disse Paulo Mesquita, sócio-fundador da Riza, que toca o Terrax (RZTR11), fundo imobiliário de fazendas com quase R$ 1,8 bilhão de patrimônio.

A queda da soja também reprecificou a terra, inclusive nas regiões mais nobres de Mato Grosso.

“Há três anos, uma terra em Sorriso era avaliada a R$ 200 mil por hectare. Hoje, vale R$ 100 mil. E o produtor topa vender essa terra num sale and leaseback a R$ 50 mil, R$ 55 mil. Há três anos, não tinha a menor chance”, ressaltou Mesquita, em alusão à operação que mantém o direito de recompra com o produtor.



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img