As ações da CXMT, a maior fabricante de chips da China, dispararam após sua IPO na Bolsa de Xangai com alta de 465,82%, a 49 yuans (R$ 37), um dos maiores valores da região continental em 16 anos. No início da tarde, no horário local, a CXMT garantia uma capitalização de 3,3 bilhões de yuans (R$ 2,5 bilhões), tornando-se a empresa mais valiosa da China. Apesar de significativo, o valor é ainda abaixo de concorrentes como Samsung, Hynix e Micron.
Fundada em 2016, a companhia é considerada uma das maiores produtoras de memória DRAM, tendo alta relevância no seu mercado interno, já que a China vem buscando alternativas de dentro do país para suprir a demanda por esse tipo de componente, enquanto lida com as restrições impostas pelos Estados Unidos.
No primeiro trimestre deste ano, o faturamento da CXMT beirou os 51 milhões de yuans (R$ 38,5 milhões), avanço de 700% em relação ao mesmo período de 2025, ano em que foi a quarta maior fabricante de chips DRAM do mundo. Nos três primeiros meses de 2026, a companhia supriu 9% do mercado, superando o desempenho do ano anterior, que ficou com uma fatia de 8%.
No entanto, na perspectiva de especialistas da Omdia, a crise de falta de memórias deve se manter e elevar ainda mais o valor médio de smartphones, que hoje é de US$ 577 (R$ 2,9 mil). De janeiro a março de 2026, o preço das memórias saltou 200%, enquanto o mercado de celulares caiu 4%, na contramão da alta demanda por memória RAM.




