A TIM pretende dobrar a quantidade de APIs do Open Gateway até o final de 2026. Em conferência com a imprensa especializada, a CIO da companhia, Auana Mattar, confirmou que a frente de negócios tem sete APIs atualmente e, com isso, deve chegar a 14 até dezembro.
A executiva explicou que o Open Gateway é mais um esforço da companhia no sentido de criar novas avenidas de receita junto ao segmento B2B.
Outro segmento em que a TIM começa a avançar é o de inteligência artificial. Com a recente aquisição da V8.Tech e sua parceria com a Anthropic, o CEO da operadora, Alberto Griselli, afirmou que a empresa de tecnologia pode trazer oportunidades de cross-sell e upsell de soluções de IA para empresas das áreas que atuam no IoT, como agronegócio, logística, utilities e mineração.
Em paralelo a isso, a TIM está avançando com o uso interno na camada de atendimento com tarefas mais complexas, como o mapeamento por robôs de queixas complexas de faturamento, o que antes era feito por humanos.
Serviços no B2C da TIM
Ainda em IA, Griselli confirmou que avaliam uma oferta de IA para o consumidor final com o formato certo de monetização. A ideia é seguir com algo diferente aos modelos adotados por Claro e Vivo com degustação de IA por um período determinado até oferecer a cobrança da assinatura.
Com isso, a TIM quer evitar que a IA vire um novo WhatsApp. Ou seja, o setor de telecomunicações adotou o zero-rating para expandir o uso do app de mensageria, mas não soube como monetizar após a disseminação da tecnologia.
O CEO da empresa explicou ainda que 30% da sua base de usuários consome algum serviço digital de streaming, seguro ou saúde. Neste mês, a TIM fez um esforço para a venda de seguros com a EXA, para proteger a população. Mas reforça que a exploração de novas avenidas é em um ritmo mais prudente e lento.
Imagem principal: Auana Mattar, CIO da TIM (divulgação)




