A Vivo ainda não sentiu o impacto da crise de memórias no preço dos smartphones por causa da combinação de dois fatores na primeira metade do ano: o fortalecimento do real frente ao dólar e a maior compra de aparelhos pela operadora no primeiro trimestre, explicou o CEO da companhia, Christian Gebara, em conversa com a imprensa nesta terça-feira, 28.
O executivo reconheceu que a falta de memórias para equipamentos eletrônicos, incluindo smartphones, é uma preocupação mundial, mas disse que ainda não foi sentida pela Vivo.
“Não notamos nenhum aumento radical de preço porque aumentamos nossas compras de smartphones no primeiro trimestre e porque houve o fortalecimento do real. O produto de entrada de 5G está até mais barato do que estava antes”, afirmou. “Até agora não percebemos uma retração nas vendas ou que as pessoas estejam mudando seus hábitos. Mas, se os preços subirem em dólar, vamos ter que repassar”, acrescentou.
O CEO destacou ainda algumas iniciativas da empresa para estimular a venda de smartphones em seus canais próprios, como o crediário e o consórcio para a compra de aparelhos.
A receita da Vivo com aparelhos no segundo trimestre deste ano cresceu 27,2% em comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 1,05 bilhão.




