30.2 C
Marília
HomeUltimas NotíciasInteligência Artificial demanda liderança pragmática criativa – Convergenci...

Inteligência Artificial demanda liderança pragmática criativa – Convergenci…

spot_img


Uma liderança pragmática criativa pode ser a chave para manter a relevância na era da IA. Em palestra no SECOP 2026, Wesley Vaz, professor em cursos executivos e de pós-graduação, com experiência de dez anos na Universidade Católica de Brasília e em cursos de pós-graduação da UnB, assinalou que é necessário “ser criativo para fazer algo que não existe e pragmático para fazer acontecer”.

Ele reconheceu que se trata de uma questão complexa. “Problemas complexos se administram e não se resolvem; a maior parte de nós não vai resolver problemas complexos, mas vai administrá-los”, ressaltou. No que se refere ao poder público, lembrou que toda instituição quer aumentar a eficiência, a efetividade e a confiança, mas, como cada cidadão é uma representação do Estado, isso se traduz em bilhões de possibilidades de diferentes tipos de soluções que são conflitantes entre si.

Nesse cenário, a inteligência artificial mostra-se uma tecnologia muito boa para administrar antigas complexidades, mas, por sua vez, também cria novas complexidades. Em 2026, sistemas autônomos antecipam decisões, há guerra das realidades sintéticas, times híbridos nos diversos ambientes de trabalho, uma personalização radical e os dados como infraestrutura crítica.

A IA também muda algumas lógicas. Se, antes, o ser humano executava as tarefas e tomava decisões com auxílio de máquina, com a inteligência artificial, a máquina está executando tarefas e decidindo com o auxílio dos humanos. “Isso nos leva ao paradoxo: a IA tornou os indivíduos dez vezes mais produtivos, mas nenhuma organização se tornou dez vezes mais valiosa como resultado disso”, apontou.

Indivíduos por si só não formam organizações produtivas, ainda que a IA venha melhorando – e muito – as respostas. “Mas só a liderança e a governança melhoram as perguntas e nem liderança e nem governança podem ser da máquina”, ressaltou Vaz. “A IA não lidera pois não convive, sobrevive e não vive – e a liderança humana precisa de vida.”


Após a palestra, Vaz destacou à CDTV que a IA não vai substituir o ser humano em algumas tarefas que só o humano consegue fazer hoje, mas a liderança precisa buscar equilíbrio próprio e pragmaticamente buscar os resultados e manter um nível de criatividade. “A IA pode, em cada contexto, em cada situação e para cada pessoa, ajudar muito a aumentar as potencialidades de cada um. O grande risco é que tudo que a gente consegue fazer está restrito a uma IA que responde bem algumas perguntas. A nossa grande capacidade é criar novas perguntas.”

A inteligência artificial já está substituindo tarefas repetitivas e tem muito potencial de ajudar a humanidade em diversos problemas, mas, conforme ele destacou, a humanidade precisa reconhecer que cada indivíduo tem dentro dela o que ele chamou de “heterogeneidade residual”, que é aquilo que vai fazer com que, combinado com a inteligência artificial, se tenha um resultado que nenhuma inteligência artificial sozinha consegue.



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img