O Escritório Nacional de Segurança da Cadeia Alimentar da Hungria (Nébih) confirmou a identificação de um novo foco de Peste Suína Africana (PSA) em um estabelecimento comercial de terminação de suínos situado no condado de Somogy, região sul do país. O diagnóstico positivo foi emitido no domingo, 9 de agosto de 2026, após técnicos examinarem animais que apresentavam quadros clínicos característicos da enfermidade, incluindo febre alta, apatia, diarreia e óbitos repentinos em sequência no rebanho de cerca de 1.850 cabeças.
Diante da confirmação laboratorial, a autoridade sanitária húngara determinou a interdição imediata da propriedade localizada na cidade de Lakócsa e deu início ao protocolo de abate sanitário total do plantel afetado, visando estancar a circulação viral na região.
Painel do Foco Epidemiológico em Lakócsa
| Indicador Sanitário / Operacional | Detalhes da Ocorrência |
| Agente Etiológico | Vírus da Peste Suína Africana (PSA) |
| Localização do Foco | Município de Lakócsa, Condado de Somogy (Sul da Hungria) |
| Tamanho do Rebanho Afetado | ~ 1.850 suínos de engorda |
| Status Operacional | Interdição imediata da granja e abate sanitário total do plantel |
| Histórico em Granja Comercial | 2º foco confirmado em suínos domésticos na Hungria em 2026 |
| Perímetros de Restrição | Zona de Proteção (3 km) e Zona de Vigilância (10 km) |
| Risco à Saúde Humana | Nulo (enfermidade não é uma zoonose e não infecta humanos) |
Vetor Silvestre e Investigação Epidemiológica
A propriedade atingida está situada em um perímetro húngaro previamente classificado como área infectada devido à presença contínua da doença na fauna nativa. Segundo dados do Nébih, amostras colhidas na mesma região confirmaram a presença ativa do vírus em populações de javalis, que atuam como reservatórios naturais e principais agentes de disseminação da PSA no continente europeu.
Em paralelo ao abate sanitário, técnicos do governo executam uma investigação epidemiológica detalhada na propriedade para identificar a brecha de biossegurança que permitiu a entrada do agente patogênico no galpão de engorda. As equipes investigam o fluxo recente de veículos de transporte, fornecimento de ração, trânsito de pessoas e o histórico de contatos com criatórios vizinhos para avaliar eventuais riscos de contágio secundário.
Zonas de Restrição Sanitária e Medidas de Contenção
Com o objetivo de bloquear a disseminação regional da doença, a autoridade húngara estabeleceu círculos de restrição em torno do foco:
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Zona de Proteção (Raio de 3 km): Interdição imediata da movimentação de animais vivos, cadastramento e inspeção veterinária obrigatória em todas as propriedades rurais da área delimitada.
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Zona de Vigilância (Raio de 10 km): Controle sobre a saída de produtos de origem animal, monitoramento clínico contínuo e proibição de eventos ou aglomerações de gado e suínos.
Em comunicado oficial, o Escritório Nacional de Segurança da Cadeia Alimentar (Nébih) declarou que “a aplicação rigorosa de medidas de biossegurança nas unidades de produção comercial é o único mecanismo capaz de impedir o ingresso da Peste Suína Africana. A isolação completa das instalações em relação aos javalis e a notificação precoce de qualquer sintomatologia em animais são passos vitais para conter a expansão da doença.”
Impactos Econômicos e Recomendações ao Setor Suinícola
A Peste Suína Africana não é uma zoonose — portanto, não afeta seres humanos e não compromete a segurança do consumo da carne —, mas possui um impacto econômico devastador para a cadeia produtiva de proteína animal. A confirmação de casos em instalações comerciais acarreta:
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Perdas Materiais Diretas: Eliminação compulsória do rebanho, descarte de insumos e necessidade de vazio sanitário prolongado.
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Embargos Comerciais: Aplicação automática de restrições ao trânsito e à exportação de carne suína e derivados oriundos das zonas demarcadas.
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Elevação de Custos: Exigência de investimentos adicionais em barreiras físicas, desinfecção de frota e rastreabilidade sanitária.
O Nébih reforçou a recomendação para que os suinocultores da Hungria mantenham as granjas em regime de confinamento estrito, impeçam o acesso de animais silvestres aos reservatórios de água e alimentos e informem imediatamente os serviços veterinários caso observem surtos de mortalidade atípica nas propriedades.




