O diretor de soluções digitais da Claro Empresas, Mario Rachid, afirmou que a operadora também está se beneficiando da parceria com a NVIDIA de GPU as a Service ou fábrica de IA, ofertada para todos os modelos de empresas. O executivo afirmou que atualmente a operadora usa o serviço na automatização e melhoria do atendimento ao cliente. Mas explicou que a ideia é encapsular essa solução e oferecer ao mercado – em um desenho que a Oracle adiantou no começo do ano.
Em conversa exclusiva com Mobile Time, o executivo detalhou que a demanda é alta pela tecnologia por seus clientes, desde aqueles que estão mais maduros e prontos para usar a IA e outros que estão no começo da jornada.
Entre os setores que estão liderando a procura pelo GPUaaS, estão: financeiro; governo (mas dependem de RFPs, por exemplo); indústria; e varejo. E dos casos de uso que planejam explorar estão gêmeos digitais para a indústria, criação de agentes de IA e processamento de volume massivo de dados para gerar hipóteses de negócios e recomendar melhorias em produtos industriais.
Claro, NVIDIA e a democracia do AI Fabric
Com a tecnologia lançada no começo de junho para empresas, Rachid afirmou que o principal diferencial é a possibilidade de Claro e NVIDIA oferecerem um produto com pagamento em real o que, até então, não era possível, já que as empresas que conseguiam ter esse tipo de serviço, realizavam o pagamento apenas em dólar. Para o executivo, esse formato democratiza o acesso às GPUs.
O serviço é oferecido sem a necessidade de contratação de um volume, como acontece fora do Brasil, o que permite que as empresas contratantes usem o GPU as Service como uma verdadeira fábrica de IA, ao administrarem um tempo exato de uso da tecnologia da NVIDIA em nuvem com previsibilidade e controle de custos.
Imagem principal, da esq. para dir: Luiz Pacete, mediador; Marcio Rachid, Claro Empresas; Gustavo França, Gerdau (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)




