Bloomberg — A Mastercard (MA) apresentou uma nova proposta para instituições financeiras brasileiras expostas a prejuízos após a liquidação de uma fintech ligada ao Banco Master, que entrou em colapso em meio a acusações de fraude de grande repercussão.
A empresa norte-americana de pagamentos alterou uma oferta anterior para indenizar instituições pelos estragos causados pela fintech Will Bank, que operava na rede da Mastercard.
A Mastercard propõe agora um plano para pagar metade do valor exigido pelas credenciadoras de comerciantes, que conectam empresas às redes de pagamento, e fornecer serviços como proteção contra fraudes, segundo fontes próximas ao caso.
A norte-americana enviou a oferta às credenciadoras há algumas semanas, afirmaram as fontes, que pediram anonimato para tratar de assuntos privados. A empresa de pagamentos se ofereceu para fornecer os serviços por vários anos, disseram as fontes.
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“Viemos trabalhando de perto com o liquidante e o regulador para minimizar qualquer impacto potencial no ecossistema de pagamentos”, afirmou a Mastercard em um comunicado, acrescentando que aguarda outra transferência do liquidante. “O acordo ocorrerá quando esses fundos pendentes forem recebidos do liquidante.”
A Mastercard não quis comentar a proposta de oferecer serviços às adquirentes.
O Will Bank, como era conhecido, era controlado pelo Banco Master, instituição financeira liquidada pelo Banco Central do Brasil em novembro. Sem o respaldo do Master, o Will Bank quebrou em janeiro, obrigando a Mastercard a arcar com cerca de R$ 5 bilhões (US$ 950 milhões) para outras partes da rede.
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A Mastercard já quitou cerca de metade desse valor, noticiou a Bloomberg em março, e a outra metade se tornou motivo de disputa entre a Mastercard e as credenciadoras.
Enquanto a empresa norte-americana afirmou que só era obrigada a pagar as faturas vencidas no mês seguinte à liquidação do Will Bank, as credenciadoras argumentaram que a Mastercard deveria pagar o valor integral, e que uma nova regra do Banco Central deixa claro que a Mastercard deve responder por toda a quantia.
A Mastercard pediu posteriormente que as empresas a ajudassem a dividir os prejuízos, o que elas se recusaram a fazer.
Redecard, Cielo, StoneCo e PagSeguro estavam entre as credenciadoras expostas.
A StoneCo registrou uma provisão de R$ 200 milhões para perdas esperadas nos resultados do segundo trimestre relacionadas ao Will Bank, segundo uma das fontes. A Cielo, que não tem capital aberto, também registrou uma provisão para prejuízos, de acordo com outra pessoa familiarizada com o assunto.
Representantes da Cielo, da Redecard e da StoneCo não quiseram comentar. Um representante do PagSeguro não respondeu a pedido de comentário.
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