Bloomberg — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro abriram oficialmente suas campanhas à Presidência neste domingo (16), em atos que buscaram reforçar suas respectivas origens e bases políticas.
Lula deu início à campanha no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), local de onde liderou as greves dos metalúrgicos do ABC paulista que o projetaram na vida política, em 1979. Sob o slogan “Onde tudo começou”, o evento foi marcado pela nostalgia, com depoimentos e a presença de antigos colegas do movimento sindical.
Aos 80 anos, o presidente, que busca um quarto mandato, disse que decidiu concorrer novamente porque não se permite parar de lutar e porque não quer ver a extrema direita retornar ao comando do país.
Lula afirmou que apresentará seu plano de governo “dentro de 10 a 15 dias” e enumerou realizações de sua gestão para contrastar seus resultados com os do antecessor Jair Bolsonaro.
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Entre as propostas, prometeu criar um Ministério da Segurança Pública e assegurar que a exploração e a industrialização de minerais estratégicos sejam feitas no Brasil.
“O que nós queremos é colocar nossas meninas e meninos para estudar e aprender como nós vamos explorar esse minério, como vamos produzir celulares, chips, baterias elétricas e tudo o que for produzido pelos minerais críticos e terras raras”, disse.
“Eu não quero nem que os Estados Unidos, nem que a Rússia, nem que a China, nem que França ou Inglaterra, ninguém explore nosso Brasil. Nós que vamos explorar em benefício do povo brasileiro.”
Copacabana
Flávio Bolsonaro, por sua vez, lançou sua campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, escolhendo um dos principais palcos políticos do bolsonarismo para iniciar sua tentativa de derrotar Lula nas próximas semanas.
Diante de apoiadores vestidos de verde e amarelo na Avenida Atlântica, o candidato do PL concentrou o discurso em críticas ao governo e ao Supremo Tribunal Federal. “Vou ser o próximo presidente da República porque vou enfrentar esse sistema”, afirmou. O senador disse ainda que o restante do país olha para Brasília “com nojo”.
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Segurança pública e a situação econômica estiveram entre os principais temas do discurso de Flávio. Ele afirmou que o Brasil “perdeu a soberania” para o crime organizado, responsabilizou o governo federal pelo aumento do endividamento e prometeu cortar gastos e cargos públicos.
O senador também buscou se aproximar do eleitorado feminino, prometendo reforçar o combate à violência contra a mulher.
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