O X, antigo Twitter, anunciou alterações em seu algoritmo para entrar em conformidade com as regras eleitorais no Brasil. A legislação determina que provedores que usam sistemas de recomendações excluam dessa funcionalidade as contas oficiais de candidatos e candidatas registrados na Justiça Eleitoral e as publicações dessas contas.
“No X, essas contas e seus posts não serão mais recomendados na aba Para Você durante o período eleitoral a não ser que o usuário explicitamente siga a conta. Os candidatos oficiais não estão suspensos e seu conteúdo vai permanecer disponível em seus perfis. Essa medida deverá afetar a visibilidade e alcance dos perfis e de seus conteúdos”, escreveu a plataforma em post.
A medida foi aplicada desde o último domingo, 16.
A subsecretária de estado para a diplomacia pública, Sarah Rogers contestou a mudança do algoritmo da rede social durante a campanha eleitoral. “Esse tipo de transparência algorítmica é exatamente o que muitos órgãos reguladores afirmam desejar. Ela também caracteriza a censura imposta pelo Brasil”, escreveu na rede social.
A medida atende a resolução TSE nº 23.610/2019 e já foi implementada nas eleições municipais, por exemplo. Ela estabelece que nenhuma plataforma que tenha recomendação algorítmica, ou seja, ao fazer o scroll down da timeline, são sugeridos perfis e conteúdos, o sistema não pode sugerir um candidato não seguido pela pessoa usuária.
A resolução tem como intenção mitigar o favorecimento de alguns candidatos em detrimento de outros. No entanto, a pessoa pode receber conteúdo de candidatos já seguidos ou se o candidato que comprar o impulsionamento.
Importante dizer que este impulsionamento pago é disciplinado pela justiça eleitoral e aparece nos registros e, para ele, são usados fundos lícitos de campanha.




