Os terminais da Getnet estão se tornando “garçons virtuais” baseados em dados dos usuários extraídos dos tokens do cartão. Essa leitura é feita em totens físicos e outros POS, em que o cliente é identificado automaticamente e ligado à sua carteira digital, o que o dispensa de digitar seus dados, como o CPF. O sistema, baseado em um modelo de inteligência artificial chamado GetAI, também é capaz de fazer sugestões para os pedidos a partir do perfil desse usuário, além de enviar automaticamente o que é solicitado.
“Não queremos usar a GetAI apenas para pagamento convencional ou por voz. Queremos fazer disso um valor adicional para o lojista e para quem o paga”, destacou Daniel Flores, head global de produtos da Getnet, durante o Super Bots Experience, realizado em São Paulo, nesta terça-feira, 18. A processadora de pagamentos pretende oferecer aos usuários um processamento financeiro em que ele pode receber insights práticos, como quantidade em estoque e potencial de vendas.
Embora a funcionalidade já esteja em operação em São Paulo e Porto Alegre, em 150 restaurantes, e no México, a IA tem alguns obstáculos a vencer. Flores disse que o idioma é a principal questão, já que há variações não só na língua nativa, mas nos sotaques e palavras regionais. A ideia é que a solução ofereça em sua jornada uma comunicação natural e não técnica. O projeto está em desenvolvendo há cerca de dois anos.
Questionado se o projeto impactará no bolso dos comerciantes, o executivo destacou que não. Recentemente, a empresa anunciou a integração por voz em suas máquinas de pagamento, em que o próprio vendedor cita o valor e a modalidade (débito ou crédito) para o cliente concluir a operação logo em sequência.
Foto: Daniel Flores no Super Bots Experience. Marcos Mesquita/Mobile Time.




