Representantes da União dos Agricultores do Ulster (UFU, da Irlanda do Norte) e da Associação dos Agricultores Irlandeses (IFA, da República da Irlanda) reuniram-se nesta semana em Dublin para debater as crescentes dificuldades enfrentadas pelos produtores de suínos na ilha e a ameaça persistente da Peste Suína Africana (PSA).
O encontro ocorreu em meio a um cenário de forte pressão sobre o setor suinícola da Irlanda do Norte, onde diversos produtores notificaram o encerramento de seus contratos de fornecimento com a unidade da Sofina Foods, localizada em Cookstown.
Essa crise local insere-se em um contexto global volátil, impactado recentemente por surtos de PSA na Espanha, que vêm gerando perturbações no mercado europeu e desequilibrando a relação entre oferta e demanda.
Biosseguridade e Proteção de Fronteiras
Tanto o Comitê de Carne Suína da UFU quanto os representantes da IFA expressaram forte preocupação com a biosseguridade na região.
As entidades destacaram que o maior risco para a ilha da Irlanda é a entrada de produtos suínos contaminados, seja por canais comerciais legítimos ou por contrabando. Para conter essa ameaça, defenderam:
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Aprimoramento rigoroso das medidas de biosseguridade nas propriedades;
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Reforço nos controles sanitários de fronteira;
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Cooperação contínua entre as equipes veterinárias do norte e do sul.
Regulamentação Ambiental e Tecnologia
O debate também contemplou o cumprimento das normas ambientais vigentes. As lideranças discutiram o papel de tecnologias voltadas ao tratamento de dejetos suínos para a remoção de fósforo (as chamadas soluções de final de linha), apontadas como alternativas viáveis para ajudar os suinocultores a lidarem com as exigências regulatórias.
O vice-presidente da UFU, Clement Lynch, destacou a importância da parceria entre as duas instituições em um momento crítico para a suinocultura:“Esta reunião foi uma oportunidade importante para fortalecer a relação de trabalho entre a UFU e a IFA e abordar os desafios enfrentados pelos produtores ao norte e ao sul da fronteira. Impedir a entrada de produtos suínos contaminados na ilha deve ser uma das nossas primeiras e mais cruciais linhas de defesa contra a PSA. As consequências da chegada do vírus à nossa região seriam devastadoras; por isso, prevenção, preparação e cooperação continuam sendo nossas prioridades absolutas.”




