Marília – O delegado da Polícia Federal José Navas Júnior, alvo da operação Sinon por suspeita de vazamento de informações e corrupção em Marília, tem 22 anos de atuação na corporação e já foi, inclusive, professor na academia da PF.
Entrou na Polícia Federal em janeiro de 2004 e foi instrutor por três meses na academia, além de criar curso com método de treinamento para concursos.
Navas atuava na comunicação da Delegacia de Marília. Até 2023 foi Substituto Eventual do Chefe do Núcleo de Polícia Administrativa, porém, deixou a função em maio daquele ano. Foi, aliás, o ano em que, conforme ainvestição, iniciou a atuação irregular
Fez especialização em crimes cibernéticos, inclusive com cursos no exterior como na Holanda e Espanha. Produziu artigos e, inclusive, um ensaio sobre espionagem.

Afastamento
A Justiça Federal decretou o afastamento de Navas da função, suspendeu seu acesso aos sistemas e recolheu até a arma funcional.
No relatório em que pediu mandados para as buscas, a PF também defendeu prisão preventiva do delegado, mas a Justiça negou.
Navas é acusado de acessar e vazar informações sigilosas sobre processos em que não tinha nenhuma atuação. Uma lista que atinge casos até no Rio Grande do Sul.
Conforme a apuração, a atuação seria em conjunto com um advogado com quem tem longa relação. Mantém uma empresa de consultoria em gestão e correspondente financeiro em condomínio comercial da avenida das Esmeraldas.




