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Um estudo do CBRE Group revela que Nova York superou São Francisco como o maior polo de profissionais de tecnologia nos EUA e Canadá, com 394.300 vagas, em comparação a 375.730 na Bay Area. Essa é a primeira vez em 13 anos que Nova York alcança essa posição.
O crescimento é impulsionado por contratações em Wall Street e pela demanda por inteligência artificial (IA), que viu um aumento de 45% nas vagas no último ano nos Estados Unidos e no Canadá.
As funções de IA representam quase um terço das vagas de tecnologia nos EUA, sendo que 37% delas estão concentradas em São Francisco, Nova York, Seattle e Washington.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Berço do Vale do Silício, São Francisco se consolidou historicamente como o maior polo de atração de empreendedores e profissionais de tecnologia, e como o ponto de partida para boa parte das empresas mais icônicas do setor. Mas está cedendo espaço – literalmente – para uma nova “rival”.
Um estudo conduzido pelo CBRE Group, de real estate, mostra que Nova York desbancou São Francisco como o mercado de escritórios que mais abriga profissionais de tecnologia nos Estados Unidos e no Canadá. Essa é a primeira vez em 13 anos que a cidade alcança o topo dessa série histórica.
De acordo com o levantamento, que analisou 75 mercados dos dois países, a Big Apple tem atualmente 394.300 vagas de emprego na área de tecnologia, contra 375.730 na região da chamada Bay Area, em São Francisco, na Califórnia. Toronto, no Canadá, vem logo na sequência, com 358 mil.
“Houve cortes na região da Bay Area, então, o setor de tecnologia reduziu o número de profissionais qualificados na área, enquanto o mercado financeiro (em Nova York) contratou muitos profissionais de tecnologia e de inteligência artificial”, disse Colin Yasukochi, diretor-executivo do Tech Insights Center da CBRE, à rede americana CNBC.
Seja qual for a cidade, quem está ocupando cada vez mais espaço é justamente a inteligência artificial (IA). As vagas destinadas a profissionais de IA cresceram 45% no último ano, tanto nos Estados Unidos quanto no Canadá.
Somados, os dois países contabilizam 751 mil profissionais alocados especificamente nessa área. São Francisco e Nova York adicionaram, cada uma, mais de 20 mil empregos relacionados à IA nesse intervalo.
Em outro dado que só realça o ganho de relevância dessa tecnologia, as funções ligadas à inteligência artificial já representam quase um terço de todas as vagas disponíveis para profissionais de tecnologia nos Estados Unidos.
Na divisão dessa conta, 37% dos empregos em IA nos Estados Unidos estão distribuídos entre São Francisco, Nova York, Seattle e Washington. Aqui, porém, a cidade californiana, com uma fatia de 26%, ainda está à frente da Big Apple. No Canadá, Toronto, Montreal e Vancouver somam 60% das vagas.
O levantamento também mostra que a locação de escritórios está aumentando proporcionalmente nos mercados onde esses profissionais de inteligência artificial são mais demandados. Em São Francisco, as empresas de IA responderam por 58% de todos os contratos no primeiro semestre deste ano.
Em mais uma prova do peso dessa tecnologia na Bay Area, desde 2023, as companhias de inteligência artificial representam 30% das atividades de locação, totalizando aproximadamente 920 mil metros quadrados.
Embora o setor de tecnologia tenha impulsionado o mercado de escritórios na Bay Area nas últimas décadas, a pandemia levou muitos dos profissionais da região a migrarem para trabalho remoto. A IA, por sua vez, tem uma cultura mais voltada ao presencial e vem impulsionando a recuperação do setor.
“É mais o tipo de cultura de inovação de startups que temos visto, onde as pessoas estão no escritório no mínimo quatro dias por semana, mas, geralmente, cinco ou seis”, afirmou Yasukochi. “Ao longo de todo esse processo de inovação, estar junto e trabalhar presencialmente é muito mais eficiente e inovador”.
Além de São Francisco, o mercado de locação de imóveis para empresas de inteligência artificial está concentrado, principalmente, em Manhattan, Boston e Seattle.
Em paralelo, a partir desses dados, Yasukochi falou sobre as preocupações crescentes sobre o risco de a IA reduzir o número de vagas e, consequentemente, a necessidade da busca de escritórios.
“Basicamente, isso transforma empregos e cria novos empregos, mais do que elimina”, afirmou, destacando especificamente o setor financeiro para referendar essa visão.




