Adotar um animal pode significar muito mais do que abrir as portas de casa para um novo companheiro. A chegada de Lindolfo à vida de Samira Sagr mostrou que a decisão também envolve adaptar a rotina, repensar escolhas e assumir cuidados que podem acompanhar o pet por toda a vida.
Encontrado abandonado na rua, o cachorro tinha uma fratura antiga em uma das patas e precisou passar por uma amputação.
Quando foi resgatado, Lindolfo já enfrentava as consequências da lesão. Após a cirurgia, passou a viver com três patas e precisou aprender uma nova maneira de se locomover.
Para Samira, a adaptação do cachorro também significou mudanças no dia a dia e uma nova forma de enxergar a responsabilidade envolvida na adoção.
A história de Lindolfo ganhou espaço nas redes sociais da influenciadora e passou a chamar atenção para uma realidade enfrentada por muitos animais que aguardam uma oportunidade de recomeçar.
Adoção exige adaptação
Com a chegada de Lindolfo, cuidados relacionados à mobilidade, acompanhamento veterinário, exercícios e mudanças no ambiente passaram a fazer parte da rotina de Samira.
A atenção também se estendeu aos passeios e viagens, que precisaram ser planejados levando em conta as necessidades do cachorro.
Mesmo com a limitação física, Lindolfo mantém uma rotina ativa e acompanha a tutora em diferentes momentos. A convivência fez com que Samira passasse a considerar o bem-estar do animal em decisões que antes diziam respeito apenas à própria vida.
“Lindolfo me mudou completamente. Costumo dizer que ele é o amor da minha vida. Conviver com ele me fez enxergar de outra forma a realidade de tantos animais que esperam por uma oportunidade. Quero muito proporcionar a prótese para que ele tenha ainda mais autonomia e bem-estar, e espero que a história dele incentive mais pessoas a adotarem sem preconceitos”, afirma.
Novo lar precisa atender às necessidades do cachorro
A influência de Lindolfo chegou até mesmo à escolha do próximo apartamento de Samira. Depois de uma temporada intensa no BBB 26, a influenciadora vive uma nova fase pessoal e profissional e procura um imóvel em São Paulo.
Desta vez, porém, localização e espaço não são os únicos critérios. O novo lar também precisa facilitar a circulação do cachorro, com acessos adequados, segurança e condições que contribuam para sua mobilidade.
A mudança mostra um dos aspectos da adoção responsável: a chegada de um animal pode interferir em escolhas que vão desde a organização da casa até viagens e mudanças de endereço.
Próxima etapa será a prótese
Agora, Samira se prepara para proporcionar a Lindolfo uma nova possibilidade de mobilidade. Com orientação veterinária, ela organiza o processo para que o cachorro receba uma prótese.
O dispositivo poderá auxiliar na estabilidade durante a locomoção, reduzir a sobrecarga sobre as outras patas e contribuir para o bem-estar do animal. A indicação, no entanto, depende de avaliação profissional e das características individuais de Lindolfo.
A trajetória também reforça que cães com deficiência podem ter qualidade de vida quando recebem os cuidados necessários. No caso do cachorro, a amputação não impediu que ele continuasse brincando, passeando e acompanhando a tutora.
A realidade por trás da adoção
A história de Lindolfo também ajuda a colocar em evidência o cenário da adoção e do abandono de animais no Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do IBGE, 46,1% dos domicílios brasileiros tinham pelo menos um cachorro em 2019, o equivalente a 33,8 milhões de lares.
Apesar da presença dos animais nas famílias, o abandono ainda representa um problema. Estimativas divulgadas pela Agência SP apontam que milhões de cães e gatos vivem nessa condição no país, muitos deles à espera de uma nova oportunidade.
No caso de Lindolfo, a oportunidade veio depois de ele ser encontrado na rua em condições que exigiam cuidados. A adoção não apagou as dificuldades enfrentadas pelo cachorro, mas permitiu que ele tivesse acompanhamento e passasse a fazer parte de uma família.
Para Samira, é justamente essa mudança que pode servir de incentivo a outras pessoas. Adotar significa assumir uma responsabilidade de longo prazo e estar disposto a adaptar a própria rotina às necessidades do animal, inclusive quando ele chega com limitações ou exige cuidados especiais.




