A Anthropic anunciou as versões 5.1 do Claude Fable e do Claude Mythos. Os modelos possuem a mesma base, com foco em programação e tarefas complexas. A empresa ressaltou que buscou configurá-los para terem diferenças mínimas. Os modelos tiveram performances satisfatórias em diferentes aplicações voltadas à pesquisa científica.
De acordo com a Anthropic, o Mythos beirou a taxa de sucesso de 50% na criação de ligantes proteicos de alta afinidade e escreveu kernels customizados de GPU — capazes de acelerar o tempo de execução de modelos de deep learning em até 2,5 vezes na biologia computacional. Já o Fable foi capaz de treinar uma rede neural na construção de um mapa de elevação com alta resolução do planeta Vênus, a partir de dados da NASA.
A empresa ressaltou que buscou configurá-los para terem diferenças mínimas. No entanto, as ferramentas se destoam em pontos importantes. Um deles é a disponibilidade. O Fable já pode ser utilizado por quaisquer usuários, mas o Mythos foi liberado apenas para aqueles que possuem programas de acesso verificado, voltados à cibersegurança e a ciências da vida.
A segurança é outro ponto de diferenciação. Enquanto a IA mais acessível permite tarefas defensivas e bloqueia ou redireciona as de uso duplo, o Mythos é mais permissivo e conta com menos salvaguardas para cibersegurança. Em termos de pesquisas voltadas à biologia e às ciências da vida, o Fable redireciona consultas avançadas para a família Opus, enquanto o modelo mais elaborado é ofertado no Life Sciences Verification Program (LVSP) — desenvolvido em parceria com o governo dos EUA.
Em testes comparativos feitos pela empresa de tecnologia, o Fable 5.1 superou seus antecessores e concorrentes, destacando-se na identificação de causas-raiz em sistemas complexos, sem a necessidade de usar atalhos de menor qualidade, mesmo quando configurado para esforço baixo ou médio:
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Uso do computador (OSWorld 2.0 – parcial / estrito):
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Fable 5.1: 77,9% (parcial) / 41,7% (estrito);
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Fable 5: 72,9% (parcial) / 36,1% (estrito);
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Opus 5: 75,4% (parcial) / 39,6% (estrito);
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GPT-5.6 Sol: sem dados.
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Raciocínio multidisciplinar (O Último Exame da Humanidade – sem / com ferramentas):
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Fable 5.1: 60,9% (sem ferramentas) / 65,0% (com ferramentas);
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Fable 5: 57,8% (sem ferramentas) / 63,8% (com ferramentas);
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Opus 5: 56,6% (sem ferramentas) / 63,6% (com ferramentas);
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GPT-5.6 Sol: sem dados.
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Fluxos de trabalho empresariais (Bancada de Automação): Fable 5.1 (31,4%); Fable 5 (17,1%); Opus 5 (26,9%); GPT-5.6 Sol (19,6%);
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Codificação agêntica (CursorBench 3.2.0): Fable 5.1 (73,4%); Fable 5 (70,5%); Opus 5 (70,0%); GPT-5.6 Sol (67,2%).
No anúncio, a Anthropic destacou que reduziu os custos de estrutura do Fable 5.1. Na leitura de contexto em cache, o valor por milhão de tokens caiu 75% em relação à versão anterior, para US$ 0,25. Já o valor de execução teve queda de 25% para uso típico e de até 45% para tarefas altamente agênticas.




