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Um ano após pré-seed, Bull capta R$ 20 milhões para expandir além do crédito consignado

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Bloomberg Línea — Pouco mais de um ano após captar um pré-seed R$ 10 milhões, a Bull, plataforma de credit as a service, volta ao mercado com uma nova captação. A fintech levantou R$ 20 milhões, em rodada seed liderada pelos fundos Maya e Caravela.

Fundada em 2025 por Juliana Freitas (CEO) e José Pires Neto (COO), a Bull saiu do MVP para uma base de mais de 20 clientes em pouco mais de um ano de operação. A startup tem um único produto: crédito consignado privado. O horizonte é ser uma plataforma de multiprodutos e novo aporte deve contribuir para ampliar a esteira de ofertas.

“Criamos uma infraestrutura que simplifica essa oferta. Então, em vez de ele ter que montar todo o tecnológico e todo o stack de inteligência de crédito, com operações, atendimento, cobrança e conciliação, nós fazemos isso”, afirmou José Neto em entrevista à Bloomberg Línea.

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Segundo ele, em menos de um mês, um cliente consegue iniciar a sua operação de crédito. No portfólio atual da Bull, estão clientes como RecargaPay, Ng.Cash, C&A e Pernambucanas, segundo a empresa.

O crédito consignado privado teve um novo impulso no ano passado, após uma reformulação e o lançamento do programa “Crédito do Trabalhador”, para trabalhadores com carteira assinada.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, o “Crédito do Trabalhador” movimentou mais de R$ 131 bilhões desde março de 2025 e beneficiou mais de 9 milhões de pessoas. A taxa de juros, que gira em torno de menos da metade em relação ao empréstimo pessoal tradicional, é o principal atrativo do programa.

“Vimos no concebimento privado uma grande oportunidade, como ele tem se demonstrado”, afirmou Juliana. Os dois também fundaram a FortBrasil, companhia de crédito e cobrança do Ceará que chegou a ter 700 funcionários e que foi adquirida em 2023 pela DM, empresa que tem a Vinci Partners como investidora.

As novas linhas de produtos

Para a criação da Bull, a dupla, que soma mais de 20 anos de experiência no mercado de crédito, decidiu instalar a operação da startup em São Paulo. Decisão que, segundo os executivos, facilitou o acesso a investidores e a clientes de maior porte, hoje concentrados nesse relacionamento direto do dia a dia.

Com o novo aporte, que também contou a participação da Canary – gestora que liderou a rodada anterior -, a startup deve ampliar o portfólio de modalidades oferecidas pela mesma infraestrutura.

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Entre as frentes em estudo estão linhas de crédito colateralizado, como financiamento de veículos e motos, e diferentes formatos de antecipação de recebíveis dentro de cadeias de relacionamento entre empresas e seus fornecedores ou clientes.

“Queremos transformar essa mesma plataforma em uma plataforma que consegue lançar diversos produtos de crédito da mesma forma que eu lanço hoje”, afirma Neto.

Os recursos da rodada serão direcionados ao fortalecimento da plataforma, com investimentos em inteligência artificial, fundação de dados, cibersegurança e automação de processos para reduzir o custo operacional.

Os fundadores afirmam que, nos últimos três meses, a Bull passou por um investimento mais forte em times de dados, produto e engenharia, o que tem acelerado a velocidade de entrega de novas funcionalidades.

O time é composto por 40 profissionais, concentrado em perfis seniores, número que não deve crescer consideravelmente no curto espaço de tempo.

“Temos seguido essa tendência de usar mais IA e pessoas sêniores, pessoas caras, de mercado, que tem alta capacidade de criar produtos de uma forma rápida. Entendemos que para alcançar ao R$ 1 bilhão em movimentações, não precisaremos chegar a 50 pessoas”, afirma Neto.

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O montante de R$ 1 bilhão é uma meta de originação que os cofundadores estabeleceram para bater em 2026. Em cinco anos, a ambição é chegar a R$ 10 bilhões, projeção que eles dizem querer superar.

Eles contam com três estratégia de crescimento para o primeiro número: aprofundar a penetração nos clientes já ativos, que devem responder por mais de 60% da originação do ano; adicionar novos clientes, com contribuição estimada entre 10% e 15%; e um canal de distribuição via leilão, em testes nas últimas semanas e que deve ser impulsionado no último trimestre do ano.

“E temos a expectativa de que no último mês do ano já tenhamos também alguma contribuição de um novo produto”, adiciona Freitas.





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