“As atividades partem do entendimento de que o cuidado em saúde mental deve ocorrer de maneira contínua ao longo de todo o ano, priorizando acolhimento, escuta qualificada, fortalecimento das redes de apoio, autonomia, participação social e divulgação dos caminhos de acesso à rede”, destaca a enfermeira responsável pelo Núcleo de Saúde Mental, Fabiana Regina da Rosa Santos.
O Caps ComViver desenvolverá ações direcionadas aos usuários, familiares e comunidade, buscando ampliar o diálogo sobre saúde mental, fortalecer a articulação territorial e favorecer processos de reabilitação psicossocial.
No último dia 02 (quarta-feira), já foi realizada a roda de conversa: “Reconhecendo Emoções e Desmistificando o Cuidado em Saúde Mental”, na escola estadual Alcir Ranieri, em parceria com a USF Primeiro de Maio, localizada na zona Norte da cidade. O encontro teve foco no reconhecimento das emoções, redução do estigma, busca de ajuda e aproximação entre saúde e educação.
A programação do Caps Comviver contará também neste mês com outras ações:
– no dia 23/09, às 9h00 – Roda de Conversa: Cuidado, Afeto e Existência LGBTI+. Parceria Caps ComViver e Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Núcleo de Diversidade e Conselho de Políticas Públicas LGBTI+);
– no dia 27/09: Caminhada da AAASC pela Vida (Associação Atlética Acadêmica Sérgio Carnevalli da Famema), durante o “Domingo da Família”, na praça da Emdurb, promovendo aproximação entre universidade, serviço e comunidade, além da arrecadação de livros para o Caps;
– no dia 29/09: “Além do Medicamento: o papel do farmacêutico no cuidado à Saúde Mental”, evento no Caps ComViver, em parceria com o Conselho Regional de Farmácia (CRF/SP), abordando o uso seguro e racional de medicamentos, adesão ao tratamento, autonomia e participação dos usuários e familiares no cuidado;
– no dia 30/09: Assembleia Ampliada: “O Caminho do Cuidado: autonomia e vida para além do Caps”, com participação de usuários, familiares, profissionais e comunidade, abordando autonomia, cidadania, vínculos, participação social, território e reabilitação psicossocial.
Enfrentamento ao bullying e cyberbullying
O Caps IJ Catavento (Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil) também preparou para o mês de setembro, o Plano de Ação “Cada um do seu jeito, todos com respeito”, direcionado às crianças, adolescentes e familiares acompanhados pelo serviço, com foco na prevenção e enfrentamento ao bullying e cyberbullying.
As atividades serão realizadas ao longo dos grupos terapêuticos, oficinas e atendimentos coletivos, utilizando estratégias lúdicas, participativas e adequadas ao público infantojuvenil.
Entre as principais ações previstas estão:
– atividades para diferenciação entre brincadeira, conflito, agressão e bullying;
– “Semáforo da Convivência”, trabalhando atitudes de respeito, situações de atenção e situações que exigem busca de ajuda;
– construção do “Mural das Diferenças”;
– atividades voltadas à empatia e reconhecimento das emoções;
– dramatizações e situações fictícias para construção de estratégias de enfrentamento;
– elaboração da “Rede de Proteção”, identificando adultos e serviços de referência;
– jogos cooperativos e construção do “Pacto pela Boa Convivência”;
– atividades educativas sobre bullying, cyberbullying e uso das redes sociais;
– encontros com familiares para orientação sobre sinais de sofrimento e formas adequadas de acolhimento;
– atividade conjunta denominada “Árvore da Boa Convivência”;
– encerramento com o “Dia da Boa Convivência – Caps IJ”, incluindo exposição dos trabalhos, atividades artísticas e distribuição de materiais educativos.
As ações buscam fortalecer habilidades de convivência, respeito às diferenças, comunicação, resolução de conflitos e busca de ajuda, bem como ampliar a participação das famílias e a articulação entre Caps IJ, família, escola e demais serviços da rede de proteção.
“Estas iniciativas da nossa Rede de Atenção Psicossocial fortalecem a proposta de que a valorização da vida não se restringe ao mês de setembro, mas deve ser construída permanentemente por meio do acolhimento, da escuta, da proteção social, do acesso aos serviços, do fortalecimento dos vínculos e da articulação entre os diferentes pontos de apoio”, conclui a médica e secretária municipal da Saúde, Paloma Libanio.
Fotos: Divulgação




