Marília já acumulou 133,2 milímetros de chuva nos primeiros 15 dias de setembro, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O volume já supera todo o acumulado registrado na cidade em setembro de 2018, até então o maior da série recente, quando foram contabilizados 129,4 milímetros.
Ou seja, na metade do mês, setembro de 2026 já ultrapassou o maior volume de chuva registrado em um mês de setembro desde 2017. A diferença para 2018 é de 3,8 milímetros, equivalente a 2,9%.
O levantamento feito pelo Marília Notícia considera os registros do Inmet entre 2017 e 2026. Como ainda faltam 15 dias para o fim do mês, novas precipitações podem ampliar ainda mais o acumulado de 2026.
Comparativo histórico
O volume registrado neste mês está muito acima do observado nos demais setembros recentes. Depois dos 133,2 milímetros de 2026 e dos 129,4 milímetros de 2018, aparecem setembro de 2022, com 113,8 milímetros, e setembro de 2021, com 55,2 milímetros.
Nos outros anos, os acumulados foram de 35,4 milímetros em 2017, 23,4 milímetros em 2023, 19,6 milímetros em 2024, 7,6 milímetros em 2020, 5,6 milímetros em 2025 e apenas 0,2 milímetro em 2019.
| Ano | Chuva em setembro |
|---|---|
| 2026 | 133,2 mm* |
| 2018 | 129,4 mm |
| 2022 | 113,8 mm |
| 2021 | 55,2 mm |
| 2017 | 35,4 mm |
| 2023 | 23,4 mm |
| 2024 | 19,6 mm |
| 2020 | 7,6 mm |
| 2025 | 5,6 mm |
| 2019 | 0,2 mm |
*Acumulado até 15 de setembro.
Considerando os nove meses completos entre 2017 e 2025, a média de chuva para setembro é de aproximadamente 43,9 milímetros. O volume registrado nos primeiros 15 dias de 2026 é, portanto, cerca de três vezes maior que essa média ou 203% acima da média.
A diferença também aparece na comparação com o ano passado. Em setembro de 2025, Marília recebeu apenas 5,6 milímetros de chuva durante todo o mês. O acumulado atual de 2026 é quase 24 vezes maior.
Chuva concentrada na primeira metade do mês
Além do volume elevado, a velocidade com que a chuva se acumulou chama atenção. Em 2018, os 129,4 milímetros foram registrados ao longo de todo o mês. Em 2026, os 133,2 milímetros foram alcançados em apenas 15 dias.
Isso significa que setembro já ultrapassou o maior acumulado observado na série mesmo antes de chegar à segunda metade. Caso ocorram novas chuvas até 30 de setembro, o volume final poderá ficar ainda mais distante dos registros dos anos anteriores.
Previsão indica trégua
Apesar do início chuvoso, a previsão para os próximos dias aponta uma redução das precipitações. Segundo o Inmet, entre quarta-feira (16) e sexta-feira (18), o Estado de São Paulo deve ter predomínio de sol e poucas nuvens na maior parte das regiões.
Para Marília e região, a previsão não indica chuva nesse período, o que pode representar uma pausa no acumulado excepcional registrado na primeira metade do mês.




