Um desacordo envolvendo a compra e venda de um imóvel terminou em registro de ocorrência por ameaça, injúria e dano material na quinta-feira (17), no Jardim Maria Izabel, zona leste de Marília. A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) e envolve um comprador de 31 anos, um empresário de 43 e um corretor de imóveis de 46.
Segundo o relato apresentado à Polícia Civil pelo empresário e pelo corretor, o comprador teria feito ameaças por telefone e comparecido à imobiliária, onde teria proferido ofensas contra os dois. O caso começou após divergências sobre reparos em uma residência adquirida pelo homem.
De acordo com os relatos, a negociação do imóvel começou no fim de 2025. A residência era anunciada inicialmente por R$ 550 mil, mas acabou vendida por R$ 435 mil depois que o comprador concordou em assumir parte das melhorias previstas. À imobiliária caberia apenas a instalação de uma janela na área de serviço.
Após a mudança, o comprador teria reclamado de infiltrações e bolor e solicitado novos reparos. Segundo os responsáveis pela intermediação, foram custeadas obras no banheiro da suíte e outros serviços para tentar solucionar os problemas. A pintura externa teria ficado pendente por causa das chuvas recentes.
Ainda conforme o registro policial, o comprador teria ameaçado quebrar o estabelecimento comercial em ligações telefônicas. O corretor também relatou ter sido abordado anteriormente pelo homem em uma academia, onde teria recebido ameaças de agressão física.
Na quinta-feira (17), segundo o empresário e o corretor, o comprador voltou a fazer ameaças de morte por telefone e foi até a imobiliária. No local, teria ofendido os dois antes de deixar o estabelecimento.
Outra versão
Horas depois do registro inicial, o comprador compareceu à CPJ e apresentou outra versão. Segundo ele, durante um encontro ocorrido naquela manhã, o empresário teria mostrado uma arma de fogo preta e feito ameaças.
O comprador afirmou ainda que procurou abrigo dentro de seu veículo e que o empresário teria dado um soco no vidro da porta dianteira esquerda do veículo, deixando marcas na estrutura.
A Polícia Civil requisitou perícia do Instituto de Criminalística no automóvel. Os envolvidos foram orientados sobre o prazo de seis meses para eventual representação criminal.




