24.7 C
Marília
HomeEconomiaCrise aperta varejo de construção, que aposta no digital para evitar mais...

Crise aperta varejo de construção, que aposta no digital para evitar mais fechamentos

spot_img


Bloomberg Línea — Em meio ao avanço do número de falências no varejo de material de construção, os lojistas têm buscado acelerar a digitalização.

No entanto, a tarefa não é simples, relatam executivos e dirigentes do setor, principalmente porque uma parcela considerável dos varejistas ainda está iniciando a jornada de transformação digital.

De acordo com o diretor da Associação Nacional de Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Luiz Augusto, somente no estado de São Paulo aproximadamente 100 lojas devem fechar as portas em 2026.

No acumulado do ano, o número de processos de recuperação judicial no setor cresceu 68% em relação ao mesmo período do ano passado no estado.

Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.

“A digitalização está acontecendo, mas ainda há muitos desafios”, disse Augusto a jornalistas em encontro promovido pela Juntos Somos Mais, plataforma voltada para lojistas de materiais de construção que tem como sócias a Votorantim Cimentos, a Gerdau e a Tigre.

Dados da Anamaco mostram que este é um mercado altamente pulverizado e sustentado majoritariamente por pequenos negócios. Atualmente, o Brasil possui 160 mil lojas de materiais de construção, sendo 69,5% dos estabelecimentos com até quatro funcionários.

No ano passado, o faturamento do varejo de materiais de construção somou R$ 238,9 bilhões.

Leia também: Transporte de carga a 2 °C: como a DHL quer dobrar operação farmacêutica no Brasil

“É um setor que vem passando por processos sucessórios e que está relativamente atrasado na transformação digital”, afirmou o diretor-executivo da Juntos Somos Mais, Fernando Dutra.

Em sua avaliação, o desafio não é somente a presença no digital. Segundo a Anamaco, 97% das lojas utilizam WhatsApp para vendas e relacionamento e 79% das pequenas e médias empresas já possuem presença digital.

Apesar do avanço nos canais digitais, apenas 20% das lojas de pequeno e médio porte vendem por e-commerce. Além disso, os itens (SKUs”) de uma única loja somam milhares de unidades diferentes, o que dificulta ainda mais a digitalização.

Dutra explica que a transformação digital não é um processo fluído no setor e depende da interação entre a indústria e os 160 mil varejistas.

Para tanto, ele defende o avanço da integração entre o setor industrial e o varejo.

Fundada em 2018, a Juntos Somos Mais registrou valor total transacionado de aproximadamente R$ 12 bilhões na plataforma no ano passado. Atualmente, são cerca de 25 indústrias (incluindo as sócias) e mais de 100 mil lojas conectadas, sendo metade de forma ativa.

Além da eficiência dos processos de compras e inteligência de dados, a Juntos também possui ferramentas de crédito de parceiros para os varejistas. “O preço é o critério mais importante para os lojistas, mas o crédito também é prioridade para eles”, destaca.

Leia também:

Iguá prioriza projetos com maior retorno e vê avanço com concessão bilionária no Rio

De São Paulo a Cidade do México: os mercados de escritórios que se destacam em LatAm





Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img